terça-feira, 20 de dezembro de 2011

KHAOS REPORT #033

Vista noturna de Brindol
A festa que Balin preparou realmente impressiona os jovens heróis. Embora anunciada pelos trovadores em todos os cantos da cidade, é fácil perceber que nem todos podem participar. Apenas os aristocratas e os emergentes a cidade estão na casa de Balin. Logicamente, a festa tem um objetivo além da homenagem aos heróis.
Em certo momento da festa o anfitrião aproxima-se de Northolt, que está observando a bela vista que o jardim da Casa Balin proporciona da cidade, e o aborda sobre o interesse deles em realizar uma missão para ele.
O Senhor da Guerra comunica que o grupo deve partir no dia seguinte, pois ainda precisam reportar o ocorrido para o Rei Ilíadas e juntarem-se aos exércitos Iggspurianos.
Balin insiste e explica que na verdade a missão é para seu irmão, o Barão Stockmer de Queda Escarpada. Alguns dias atrás ele recebeu um mensageiro vindo de Queda Escarpada reportando que a região vem enfrentando problemas constantes com escravagistas. Como a situação na região é precária, o Barão não pode dispor de sua milícia para ir atrás dos escravagistas. Mas está disposto a pagar para que um grupo de aventureiros resolva este problema. Então, visto o sucesso dos heróis em derrotar Sinruth e seu bando ele pensou: "taí o grupo que pode ajudar meu irmão!".
Após muita conversa e insistência de Balin, finalmente Northolt aceitou. Eles iriam até Queda Escarpada falar com o Barão Stockmer. Em troca, receberiam, cada um dos heróis, 500 peças de ouro. E para poderem se preparar, metade desta quantia seria paga adiantada.
O problema, naquele momento, era que Northolt havia aceitado a proposta, mesmo sem saber a opinião de seus companheiros. Ele deu um gole no vinho e pensou: "que se dane. Amanhã de manhã eu penso nisso!"
E o resto da noite foi de alegria e muitas histórias a contar.

sábado, 17 de dezembro de 2011

KHAOS REPORT #032

"Pensem no seguinte: como faríamos para transformar todo o Litterium necessário até Iggspur? Lembrem-se que estamos em meio a uma Guerra! As principais rotas comerciais ainda sofrem com ataques dos Drows. Além disso, uma grande caravana seria necessária para o transporte! E se a Horda roubasse o metal e descobrisse nossos planos? Acreditem, eles podem ser muito persuasivos e fazer com que falem o que quiserem!"

Ele pára em uma grande câmara onde vários carrinhos de mineração estão estacionados em trilhos que levam diretamente através de um portal. Os carrinhos estão carregados de placas do metal que brilha com um pulsar azulado em veios que o cortam como se fossem artérias.
Sertanian aproxima-se do portal.

"Após meses de estudos e trabalhos, os Arcanos Iggspurianos criaram um artefato muito poderoso que se transformaria em um portal arcano. Assim, a mina de Korzus ficaria ligada diretamente com as forjas mágicas de Iggspur."

Ele olha para vocês e, com um sorriso de satisfação no rosto, continua a a estória.

"E, graças a vocês, o que seremos eternamente gratos, esta ligação foi feita! A pequena bolsa de couro velha e esfarrapada que trouxeram era o artefato criado pelos Arcanos. E aqui estamos, em frente ao portal que selará a Guerra em nosso favor definitivamente!"

Ele aproxima-se ainda mais do portal e sussurra umas palavras mágicas que fazem com que o portal entre em funcionamento. É possível ver álguns magos do outro lado. A imagem é de uma forja e o sotaque no cumprimento daqueles que estão do outro lado revelam claramente serem Iggspurianos. Sertanian responde ao cumprimento e explica que no dia seguinte bem cedo poderão iniciar o transporte do Litterium. Depois ele fecha o portal e se volta para vocês.

"Para concluir, este portal foi criado única e exclusivamente para uma finalidade. No entanto, após um pedido pessoal meu, o nobre Ilíadas autorizou que vocês o utilizem uma única vez para retornarem a Iggspur, se este for o desejo de vocês. Mas quero avisá-los que só poderão realizar esta passagem uma única vez e antes que o Litterium seja transportado através dele. Após isso, a magia do portal desintegrará qualquer criatura viva que o cruze. Então pensem na noite de hoje e, se desejarem esta viagem, estejam amanhã pela manhã em meu escritório, antes da missa matinal e permitirei que façam a travessia. Agora vamos, temos algumas coisas para conversar."

No retorno a sala do Castelão ele fala mais algumas coisas e lhes diz que deveriam comparecer à festa que Balin oferece em homenagem a eles. Explica que o anfitrião é um rico aristocrata na cidade e com influências em vários locais em Korzus e até mesmo em Iggspur, o que poderá lhes ajudar no futuro.
Sabendo de tudo isto, os heróis deixam a Cathedral de Pelor e dirigem-se para a estalagem onde irão se preparar para a festa.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

KHAOS REPORT # 031


Sertanian, o Castelão

Após a cerimônia, os heróis são convidados por Sertanian a acompanhá-lo até o Salão, pois tem algo importante para conversar com eles.
Ele os reune em sua sala, ainda danificada após o ataque dos Garras de Sinruth. Sua feição transmite serenidade, confiança e um certo ar vitorioso quando se senta em sua cadeira.
Ele agradece aos heróis por terem atendido prontamente seu pedido e explica que recebeu uma mensagem do Rei Ilíadas para, concluída a missão, dispensá-los para retornarem à Iggspur. Com orgulho ele entrega as cartas de recomendação e dispensa para cada um dos heróis, até mesmo para Goulash, Kracius e Mâsh, ainda que os mesmos não façam parte da companhia inicial.
Além disto, Sertanian paga a quantia final do contrato que havia acertado com o monarca vizinho.
Antes que os heróis deixem sua sala, ele pede um pouco mais de seus tempos para mostrar os motivos de terem arriscado suas vidas.
Ele aperta uma seção de sua mesa que é um mecanismo que revela uma passagem secreta atrás de um estante de livros na parte norte da sala. Esta passagem leva a uma escada em espiral que desce até os níveis escondidos sob a Cathedral de Pelor.
O corredor de alvenaria é iluminado por tochas mágicas que nunca se apagam. O velho Castelão os guia pelos corredores, narrando os acontecimentos que os levaram até aquele momento.

"Há cerca de quatro anos, em uma mina secreta sob a cidade, nossos exploradores descobriram uma grande jazida de Literium. Para aqueles que não sabem, é um metal extremamente leve, maleável e com uma propriedade especial de absorver encantamentos com extrema facilidade. Korzus é um dos poucos reinos onde este material é encontrado.
Pois bem. Após a descoberta, entramos em contato com o Rei Ilíadas para negociarmos esse metal, uma vez que os Conjuradores Bélicos de Iggspur sempre buscaram pelo Literium para seus fins arcanos.
Não esqueçam que ainda estávamos subjugados pela Horda até aquele momento, e perdemos muitos mensageiros nessas tentativas.
Para encurtar a história, chegamos ao ponto final da negociação quando acertado que forneceríamos o metal para Iggspur e, em contrapartida, os Conjuradores Iggspurianos criariam autônomos de guerra que chamam de FORJADOS BÉLICOS.
Com esses autômatos poderemos engrossar nossas fileiras do exército para derrotar a Horda, permitindo com que os camponeses, artesão e outros trabalhadores retornem às suas atividades econômicas que fortalecerão a economia de Korzus novamente.
E vocês devem estar se perguntando: mas onde é que entramos nessa história?
E eu lhes digo: entram em uma parte muito importante!"

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

KHAOS REPORT #030

Em Brindol os aventureiros são saudados como heróis. O retorno dos prisioneiros é comemorado e logo a notícia da morte de Sinruth chega aos ouvidos de todo o povo.
Balin, um comerciante poderoso da cidade, oferece uma festa em homenagem aos "Matadores de Sinruth". Menestréis, bardos e curiosos passam o dia atrás dos heróis querendo saber tudo o que aconteceu, conhecer todos os detalhes, sentir a emoção daquela estória.
Somente já próximo ao entardecer é que conseguem paz e tranquilidade nos quartos que foram oferecidos a eles na Hospedaria do Corvo Suplicante.
Durante o momento que jantam, recebem a visita de dois mensageiros. O primeiro vem em nome de Balin comunicar que a festa que ofertará em honra aos heróis será no dia seguinte, ao entardecer. O segundo mensageiro vem em nome de Sertanian comunicá-los que na manhã seguinte haverá a cerimônia fúnebre de Kartenix e estão convidados para comparecerem.
Embora alguns dos heróis sejam afeitos a cerimônias deste tipo, todos comparecem ao cemitério da cidade. Sertanian homenageia os feitos do capitão Kartenix em seu discurso, sem deixar de mencionar que sua armadura terálugar no Salão das Grandes Honras, por sua nobreza e lealdade para com a cidade de Brindol e seus habitantes.
Quando o caixão é baixado lentamente em sua alcova, os primeiros flocos de neve começam a cair, misturando-se com as lágrimas do pequeno Turran, filho de Kartenix. A criança é amparada por Jalissa, acólita de Iuz, que também foi feita prisioneira pelos Garras de Sinruth.
O cântico fúnebre eleva-se enquanto a neve engrossava e cobria as árvores, o gramado e as lápides dos heróisde Brindol que pereceram na luta contra os invasores da Horda para a libertação da cidade.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

KHAOS REPORT # 029

Northolt se aproxima do anão e o cumprimenta com pequenos tapas em seu ombro.

"Acredito que minhas palavras, agora, seja igual a dos demais, Goulash. Você demonstrou muita habilidade de combate e será um aliado valioso em nosso grupo. Todos temos objetivos distintos, mas no final, todos também sabemos que esta aliança que se forma - e se formou desde que nos conhecemos - será vital para que os objetivos individuais sejam alcançados."

Todos concordam com o veterano combatente e Paella saúda o mais novo membro da comitiva com um brinde acompanhado dos demais.
Mas Northolt ainda tinha algo a dizer:

"No entanto, amigos, ainda não decidimos o que faremos com a cabeça de Sinruth. Está na hora de partirmos. Não devemos nos demorar mais! Meu voto é para encobrirmos a morte do Hobgoblin e ficarmos de vigia para a chegada deste tal "emissário". Votem apenas, já sabemos a opinião de todos. Precisamos apenas chegar à maioria."

Neste momento Sertanian decide falar.

"Não precisam se preocupar em levar a cabeça para provar seus feitos, heróis! Eu presenciei tudo o que fizeram e, assim como os demais libertos, somos provas vivas de que invadiram o covil dos Garras Vermelhas e mataram Sinruth! ainda que não tenham pedido, meu voto, assim como os demais brindolnianos, é de que esta cabeça seja jogada de volta ao covil deles. Não queremos que haja insultos e provocações aos braços armados da Horda. Talvez em Iggspur o exército seja forte e mantenha os Drows e seus asseclas longe de suas vilas e cidades. Mas a realidade em Korzus é diferente! Estamos ainda nos levantando após mais de 4 anos sob o julgo da Horda. Nossas cidades ainda não estão plenamente fortes e nosso exército se reestrutura na capital provisória. Se provocarmos a ira da Horda, neste momento, Brindol e seu povo pode ser varrida do mapa, de uma vez por todas! A derrota de Sinruth é importante. Mas provocar a ira dos outros aspirantes a líderes dos Garras Vermelhas não é algo que desejamos. Pelo menos, nesse momento!"

Ele se aproxima da fogueira e as sombras e luzes das chamas dão um ar imponente aquele senhor, relembrando seus tempos de glórias quando herói do exército de Korzus, e encerra seu pronunciamento:

"Deixemos a cabeça e voltemos a Brindol, com urgência. A época de nevascas aproxima-se. Ao norte já é possível ver os sinais. Devemos partir rapidamente para chegarmos em segurança à cidade. Este é o meu voto!"

Gilkan, já preparando sua mochila para viagem, concorda com o velho Castelão:

“Certo Sertanian! Então deixemos a cabeça dele por aqui. Mas espetada em uma estaca para que fique um aviso! Afinal, com a fuga de alguns membros do clã, não teremos como encobrir a morte de Sinruth!"

Paella e os demais concordam com essa opção. Goulash, incomodado com o frio intenso, comenta:

“Vamos logo então! Façam o que tem que ser feito e vamos logo para Brindol. Não quero congelar dentro dessa armadura!!!” – e o comentário é seguido de riso dos demais.

Assim, Paella e Northolt preparam o aviso na entrada do covil enquanto Gilkan e Sertanian organizam os brindolnianos libertos para a viagem. Apenas Mâsh fica separado dos demais, olhando para o norte, com suas preocupações pessoais tomando conta de sua mente naquele momento. Para ele, não importa o que querem fazer. Ele deseja partir para Cirith Hill o mais breve possível.
Após as primeiras horas de viagem pelas encostas e rotas secundárias que levavam ao Covil dos Garras Vermelhas, chegam à estrada principal novamente.
Deste ponto em diante conseguem acelerar o ritmo e pouco antes do amanhecer alcançam um grupo de cerca de 12 refugiados.
Eles viajam vagarosamente e com pouca proteção para o frio que faz. Os que mais sofrem são as crianças – grande maioria do grupo – e que passam a maior parte do tempo amontoadas na única carroça que levam. Mulheres e homens caminham cansados, guiando o boi que puxa a carroça e os dois pôneis que levam o pouco suprimento que têm. Dentre as mulheres do grupo, duas estão próximas aos oito meses de gestação. Todos estão sujos e famintos.
Quando se aproximam do grupo as crianças, com a característica curiosidade infantil, se aglomeram no vão da tenda montada sobre a carroça, desejosas por verem os viajantes em suas armaduras e empunhando suas armas.
Os homens do grupo avançam, tremulamente, e formam um cordão defensivo muito frágil, com suas armas improvisadas (paus, machado de corte e rastelo de metal).
Sertanian adianta-se:

"Não tenham medo senhores! Não viemos lhes fazer mal! Somo moradores de Brindol e retornamos à cidade! Meu nome é Sertanian, Castelão de Pelor e do Salão das Grandes Honras de Brindol e do Vale Elsir!”

O homem que parece liderar aquele bando de refugiados acena com a cabeça e todos se desarmam:

“Seu nome é conhecido, senhor! Ficamos felizes em poder encontrar brindolnianos e saber que a cidade ainda é livre! Por favor, ajudem-nos! Estamos viajando há dois dias sem nos alimentar direito. Nossas mulheres e crianças estão famintas!”

Rapidamente os dois grupos se unem e preparam um acampamento improvisado para passarem a noite que se aproxima. Acendem duas fogueiras e aquecem-se ao redor delas. Alimentados, descansam e conversam para saber o que ocorreu.
Os heróis descobrem que os refugiados estão viajando há dois dias. Vêm de uma aldeia de agricultores ao norte, chamada Mommill.
Sertanian explica que é uma aldeia muito pequena, que vive da caça e do plantio. Outrora servia de pousada para viajantes que vinham dos reinos ao norte de Korzus para negociar no Mercado de Brindol.
O líder dos refugiados, chamado Aurill, também revela que quatro gigantes desceram a montanha e saquearam a aldeia em busca de comida. Sem alimentos e com a chegada do inverno, os moradores da aldeia não tiveram outra opção senão fugirem para Brindol.
Sertanian questionou sobre o destacamento de 20 soldados que ficavam de prontidão em uma torre de vigia próxima a aldeia, ao qual Aurill respondeu que haviam partido 3 dias antes do ataque dos gigantes, ficando apenas uma guarnição de 4 homens. Eles foram investigar rumores de que um dragão negro estaria habitando um charco nos arredores. Mas após três dias, não voltaram.
A conversa continua por mais um tempo até que muitos adormecem, agradecidos por estarem compartilhando o calor da fogueira ante a chegada inescapável do rigoroso inverno de Korzus.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

KHAOS REPORT #028

O Vale Elsir
Antes de partirem, gastam algumas horas de descanso e alimentação protegidos sob os altos sabugueiros que formam um grande bosque na região próxima ao covil dos Garras. Estas horas são silenciosas, marcadas pela introspecção daqueles que estão juntos nesta empreitada. O frio intenso tornará o retorno à Brindol ainda mais desgastante, e estes momentos de descanso serão muito importantes ao longo da viagem.
Kracius, que se acostumava com a sensação de sair vivo daquela masmorra, pensa onde podem estar seus amigos do Panteras. Será que algum deles sobreviveu, assim como ele?
Apesar de perder de vista seus companheiros de grupo, encontrara outros aliados. Não tardará em procurar seus amigos da Panteras Negras, mas não fará disto uma obsessão. Há perdas e ganhos em todos momentos de sua vida, e seu destino errante vem lhe dando sabedoria. Amigos morreram, outros novos chegaram: "Faz parte...".
Gilkan, sempre soturno, está ainda mais sorumbático e pensativo. Seu sangue ainda borbulhava como lava, em uma sede de sangue infindável. Ele havia gostado de ceifar as vidas dos seguidores de Sinruth, e estava remoendo de ódio por ter acreditado naquele gnomo! Ah se pudesse voltar! Iria até os Nove Infernos, se preciso, para pegar aquele maldito ludibriador que o enganou. A sombra demoníaca de seu ser estava à flor da pele, e somente as palavras alentadoras de Northolt e de Sertanian o acalmaram e permitiram que controlasse a Besta interior.
O bruxo ainda é atormentado pela confronto com o demônio naquela antessala. Não por medo, de maneira nenhuma, mas por ter encarado o Evistro como um ser normal, como um semelhante. A única coisa que o  incomoda é a inabilidade de se poder controlar criaturas deste tipo. Isso ficou gravado em seu âmbito e tornou-se um mote na sua busca: adquirir conhecimento para controlar os demônios. Fazer com que sigam aquilo que ele, Gilkan, vê como sendo o caminho certo a ser seguido.
Goulash, o anão que havia se juntado ao grupo a menos de um dia, refletia sobre suas verdades e prioridades na vida. Após os dias preso no calabouço dos Hobgoblins o fez pensar que para alcançar seus objetivos e levantar o nome de seu clã novamente, talvez o melhor fosse permanecer com esse grupo de aventureiros que o salvou. Um grupo que, aparentemente, está unido não apenas pelo butim, mas por algo mais que dá força e união.
Mas os devaneios de todos são cortados quando Kracius fala em voz alta o suficiente para que todos ouçam:

“Estive pensando e acho que não fará muita diferença se entregarmos aos Brindolnianos a cabeça de Sinruth ou a fincarmos numa estaca. De qualquer maneira, há maiores perigos nas redondezas e no caminho de volta à cidade. O que devemos fazer, chegando à Brindol, é fortalecer as defesas. Mas não devemos deixar de localizar outros lugares onde eles, Garras Vermelhas, estejam escondidos. Francamente, prefiro a segunda opção. Prefiro morrer atacando do que esperando ser atacado, amedrontado que nem um coelhinho acanhado.”

Interrompe secamente o seu discurso e fica remexendo a lenha na pequena fogueira que prepararam.
Gilkan manifesta sua idéia:

“Penso que podemos expor a cabeça de Sinruth nos muros de Brindol ou deixá-lo aqui na entrada do antigo covil. Mas também podemos leva-la até o Rei Ilíadas como um troféu. Só não sei como faríamos para não apodrecer até lá!”

Paella ouve as palavras de seu amigo e reflete sobre o que disse:

“Eu acredito que este troféu pode ficar exposto aqui mesmo, na entrada desse complexo dos Garras. Podemos até desenhar algumas runas para mostrar a essas criaturas que existem aventureiros dispostos a brigar pela justiça, honra e lealdade! Pessoas que irão defender suas crenças até o fim e, se necessário, farão represálias aos ataques da Horda. Serviria como um aviso aos nossos inimigos!”

Kracius interrompe o Lâmina Prateada:

“Bom, pensando melhor, talvez para o orgulho dos Brindolnianos, para o seu ego ferido, a exposição de um líder inimigo morto, quem sabe, ele o moral da população.”

Paella, novamente com a palavra, completa seu raciocínio:

“Acredito que Sertanian pode conversar com o Conselho de Brindo e deixar bem claro para eles, e para os moradores da cidade, o quanto colaboramos para a derrota dos Garras e que Sinruth está morto! Além disso, há o testemunho dos demais prisioneiros que libertamos!”. - Sertanian acena levemente com a cabeça, como que concordando com a opção dada pelo Eladrin.
Mas Paella sabe que os demais devem votar, e por isso instiga Northolt a se manifestar:

“E então Senhor da Guerra, vai querer levar este troféu? Por mim pode ficar empalado em uma estaca na entrada do covil!”

Northolt estava pensativo e então, levantando-se, expõe suas intenções:

“Bem, vejam que fizemos um trabalho formidável aqui, meus caros! Com certeza os brindolnianos terão um bom tempo livre dos Garras, pois desmantelados e destituídos de um líder. Mas, pela carta encontrada, também é sabido que existem outros aspirantes ao posto maior da guilda. Tenho para mim que o remetente da carta seja um comandante orc que ataca o Forte Furiondy, na fronteira. Seu nome é Ullag! Por isso, acho que o melhor a fazermos é não levarmos esta cabeça e nem a deixarmos exposta em local nenhum. Temos que tentar mascarar a morte de Sinruth. Ao mesmo tempo, avisarmos a milícia de Brindol e o exército de Iggspur de que a ameaça dos Garras Vermelhas ainda existe e assim identificarmos de uma vez por todas quem é este tal ´emissário´. Somente com a derrota dele é que poderemos ter certeza de que os Garras Vermelhas não tramarão vingança.”

Os heróis ponderam as sábias palavras do sargento e Goulash decide falar.

“Agradeço o que têm feito por mim até então e fico feliz por terem me emprestado o equipamento de seu companheiro falecido. Tentei honrar a confiança e a qualidade dos equipamentos, fazendo o melhor uso que poderia. Não me importo com o que façam com a cabeça do Hobgoblin, mas concordo com a idéia de que o Emissário deve ser identificado. Não podemos esquecer que alguns goblinóides fugiram de nós e provavelmente avisarão este emissário. Ele não virá sozinho! E, pelo mapa que Sinruth tinha com ele, o Emissário também deve utilizar estas rotas marcadas. É da minha vontade continuar até Brindol com vocês e também acompanha-los daqui para frente, pois meu coração diz que com vocês terei chances de reencontrar pessoas do meu clã e também reerguer o nome de meu clã! A Guerra ainda não acabou, e temos que continuar!”

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

KHAOS REPORT #027

Sinruth em combate!
A caçada dos heróis levou-os ao encontro com um gnomo e outros homens-rato. O salão onde se encontraram tinha fileiras de bancos que deixavam claro que aquele lugar era um santuário, dedicado a um obelisco incrustado com runas. O encontro é tenso e o gnomo garante aos heróis que não há prisioneiros ali e que não são aliados dos Garras Vermelhas. Eles apenas habitam o mesmo lugar, cada um seguindo seu caminho e sem interferir nos negócios alheios.
Ainda desconfiados, os heróis vão embora e seguem a busca pelos outros prisioneiros. Futuramente descobrem terem sido enganados pelo gnomo e que é aliado de Sinruth.
Explorando os demais aposentos daquele gigantesco covil, encontram os prisioneiros restantes e também enfrentam o próprio Sinruth.
Um combate longo e equilibrado até que derrotam o líder daquele clã de Hobgoblins que vinha assolando a região.
Cortam a cabeça de Sinruth para provarem a sua morte e também encontram uma carta entre seus pertences. O conteúdo da carta diz o seguinte:


Após dois dias dentro do covil dos Garras Vermelhas, os heróis chegam à superfície com os primeiros raios do terceiro dia. Um vento gelado corta o vale. Uma fina camada de gelo cobre a vegetação e as superfícies das poças enlameadas do caminho que terão que percorrer. O inverno chegou e as primeiras geadas se formaram neste período em que atacaram os seguidores de Sinruth e o próprio general goblinóide.
Com os heróis estão os moradores de Brindol que haviam sido feitos prisioneiros. Também o corpo do capitão da milícia de Brindol, Kartenix, que Sertanian insistiu que fosse levado de volta à cidade para um enterro digno aos heróis que sempre defenderam o Vale Elsir.
Os tesouros roubados do Grande Salão das Honras também haviam sido recuperados e retornavam à Brindol. Mas, para os heróis, o maior tesouro era a cabeça de Sinruth. Eles sabiam que alcançaram um grande feito. Mas também, que poderia haver represálias. E por isso, pensavam qual seria a melhor abordagem da situação naquele momento.
Parte do grupo acreditava que deveriam fincar a cabeça do goblinóide em uma estaca alta nos muros que cercavam a cidade, como uma mensagem àqueles que ousassem novamente atacar Brindol. A outra parte acreditava que o melhor seria apenas mostrar a cabeça aos governantes da cidade, como forma de provar o feito, mas que a exposição daquele “troféu” seria apenas incitar a fúria dos seguidores de Sinruth e seus aliados. E isto, poderia tornar-se prejudicial aos moradores de Brindol.
Além disto, a carta que encontraram entre os pertences de Sinruth também levantava algumas dúvidas. Os heróis encontram seus cavalos e carroça intactos no esconderijo que haviam escolhido.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

KHAOS REPORT #026


Moradores de Brindol feitos prisioneiros por Sinruth!
 Após um breve descanso para recuperar o fôlego e curar os ferimentos, os heróis sobreviventes fazem uma breve reverência ao corpo e espírito de Horven e o deixam em uma alcova que haviam encontrado em uma sala. Mas o despem de suas armas e armadura, pois sabem o quanto eram prezadas pelo companheiro. Mas deixam-no armado com outros equipamentos, pois Moradin o aguardava em seus salões.
Agora era hora de continuar e eles seguem para uma sala que parecia uma cripta. Nas paredes norte e sul existem alcovas nas paredes que guardam esqueletos. Há uma porta entreaberta ao norte e quando os primeiros aventureiros ingressam na sala, duas criaturas em chamas aparecem e tornam o lugar incomodamente quente e perigoso.
As duas “GARRAS DE MAGMA” atacam os invasores da cripta. Após o combate, os heróis encontram uma inscrição ao longo da parede leste que diz: “Salve Von Urstadt! Ascensão e glória!”. Também, por trás da poeira que cobre toda a parede, encontram um afresco que descreve cavaleiros humanos montados em pégasos, nas nuvens.
Pelos conhecimentos que têm da história, Gilkan e Northolt sabem pouco sobre o clã Urstadt, mas o pouco que sabem é que foram importantes na região quando na guerra contra os Garras Vermelhas, quase uma centena de anos atrás. Ao investigarem os corpos dos antigos membros do clã, encontram alguns tesouros que dividem entre eles.
Seguem pelos corredores e encontram Sertanian preso em uma cela. Na cela ao lado, há um anão e um humano. Ambos estão desarmados e vestidos apenas com uma tanga e um farrapo do que um dia foi uma roupa nobre.
Os heróis libertam o velho castelão que estava desnutrido e ferido. Também libertam os outros dois prisioneiros que se identificam como Kracius (um ranger que foi feito prisioneiro há cerca de 2 dias) e Goulash (um anão guerreiro que também foi feito prisioneiro há 2 dias). Após conversarem brevemente, descobrem que foram pegos pelos Garras após o ataque contra Brindol, quando retornavam a seu covil.
Após Sertanian ter sido curado por uma poção mágica, os heróis discutem com ele sobre a importância de libertarem os outros moradores de Brindol que haviam sido feitos prisioneiros. Para a comitiva, Sertanian estava salvo e isto era o suficiente para concluírem a missão designada pelo Rei Ilíadas. Mas o Castelão não aceitava aquilo. Não poderia ir embora sabendo que outros moradores da cidade ficariam reféns de Sinruth, sem saber o fim que teriam. Ele insistiu, de todas as formas, que os heróis deveriam também salvá-los!
No fim, a teimosia de Sertanian venceu e os heróis decidem compartilhar suas habilidades em combate com  Kracius e Goulash. Gilkan entrega os equipamentos de Horven para Goulash, que tinha as mesmas características físcas de seu antigo companheiro. A vestimenta foi perfeita.
Seguem pelo covil dos Garras Vermelhas e vão eliminando os inimigos que encontram pelo caminho. Enfrentaram Ettercaps, goblins, dragonetes, zumbis, esqueletos, inumanos e muitos hobgoblins, que formam a base da milícia de Sinruth.
Além disso encontraram os outros prisioneiros: Jalissa, acólita de Ioun; Mirtala, a cozinheira; o corpo de Kartenix, o capitão da guarda de Brindol; Thurann, filho de 8 anos de Kartenix; Zerriksa, uma mulher de setenta anos que os moradores de Brindol consideram uma bruxa, no seu pior sentido. Além de Adronsius.

Um dos confrontos marcantes para os heróis foi quando chegaram à uma sala quadrangular. No centro dela, uma criatura maligna caminhava em um espaço cercado por colunas quadradas. Estas colunas eram marcadas por dezenas de runas e servia como um tipo de prisão para a criatura nefasta. Quando Goulash aproximou-se da entrada da câmara, um Homem-Rato apareceu numa passagem norte e libertou o Evistro de sua prisão invisível.

Evistro
 A criatura grotesca urrou e partiu para o ataque. O trabalho em equipe foi perfeito e extremamente sincronizado. Northolt, Goulash e Kracius combatem o ser demoníaco. Gilkan lidera os demais no combate contra os dois Homens-Rato que comandam o demônio.
Os Homens-Rato são derrotados rapidamente, sendo que um deles tenta fugir pelo caminho de onde havia vindo. E o Evistro, ante a avassaladora onda de golpes e contra golpes do herói, também é subjugado e derrotado com certa facilidade.
O Homem-Rato que tentou fugir é pressionado para dar informações sobre os motivos de estar ali e esclarecer onde o caminho por onde tentou fugir levará.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

KRACIUS, O RANGER

Desde muito cedo Kracius foi treinado para ser um exímio caçador e, principalmente, para caçadas em grupo. Participava de um grupo de mercenários que se autonominava Panteras Negras. Aceitavam serviços de escoltas a caravanas e mercadores que passavam por regiões nem sempre acolhedoras.
O nome do grupo veio devido aos líderes possuírem animais exóticos como companheiros animais.
Devido a tantas viagens, nunca teve uma casa fixa. Está habituado ao dormir ao relento. Foi numa dessas situações, onde descobriu seu Chacal: Iggr.
Muito barulho a noite nunca foi um bom sinal, é o que os mais velhos sempre lhe disseram, mas esse dia ouviu-se grunhidos, gemidos de animais muito próximo de onde os Panteras estavam.
Imediatamente pegaram suas armas e partiram para investigar, furtivos como estavam habituados. Nesse tempo, Kracius com seus 14 anos, era apenas um iniciante, já havia matado, mas em nenhuma situação onde sua vida estivesse a prêmio.
Adentrando a mata, pouco se passou e os três avistaram dois orcs trucidando animais. Um casal de chacais. Ao lado, um filhote muito ferido e inconsciente. Sendo hábeis caçadores, os pais de Kracius facilmente derrotaram os orcs. O jovem caçador atendeu ao chamado de seus pais e se aproximou do casal de chacais e tentou curar seus ferimentos, mas já era tarde demais. Restara o pequeno filhote.
Como Kracius não tinha seu companheiro animal, Iggr, como o chamou (já que só ficava rosnando o tempo todo), tornous-se seu.
O começo foi difícil, como toda boa amizade. Sim, no grupo, seus companheiros animais não deveriam ser maltratados, era como uma irmandade com os animais. Desconfiança por parte de Iggr, despreparo por parte de Kracius, mas o tempo cura muitas coisas.
Em cinco anos, já eram inseparáveis. Seus pais já cansados de tantas viagens, acumularam seus bens e decidiram se fixar em uma cidade. Mas essa não era a vida de Kracius, que continuou com o grupo mesmo após a saída de seus pais.
Mais três anos, até a era presente (hoje Kracius tem 21 anos). Escolta por região montanhosa, perigo eminente de orcs, hobgoblins e goblins por todos os lados. Não se recusava trabalho, ainda mais agora que a Guerra estava quase em seu auge e as contratações eram cada vez mais raras, pois pouco comércio entre os reinos ocorria. Iggr ficara com certo receio de seguir em frente, mas ordens são ordens. Péssima idéia. Ataque de pelo menos 20 inimigos. Os Panteras lutaram bravamente, como sempre, mas foram derrotados. Kracius caiu inconsciente. Iggr sumira. Outros membros do grupo pereceram.
Quando o ranger acorda, ainda com a cabeça latejando e o corpo dolorido dos ferimentos causados pelos goblinóides, ele percebe que está em uma cela. Preso como um animal enjaulado. E eis que começa sua nova aventura...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Na "Era dos Memes"...

Esses dias, após a última sessão, inventaram de fazer umas tirinhas de "memes" de conversas entre o Mestre e os jogadores (que rolam por e-mail). Ficaram hilárias e vou postar aqui para diversão!

abs!
Marco "Mestre do Khaos"
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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Goulash Cabeça de Granito

Na fronteira Oeste do reino de Malii, nas Montanhas dos Picos Eternos, o clã anão Cabeça de Granito mantém suas minas sob constante vigilância.
Famosos por seus métodos de mineração avançada – e mantida sob segredo de curiosos – são procurados por governantes e comerciantes de vários pontos de Auriis, fornecendo pedras preciosas e granito para decorações de interiores. Sua arte é visível nos principais castelos dos reinos.
O clã é liderado por Hortobágyr, o Perfurador. Além de excelente artífice lapidando e polindo granito, é considerado como o melhor negociador entre os anões do clã.
Seu filho único, Goulash, não herdou estas habilidades e se destaca pela impetuosidade, tenacidade e força dos avós, brilhantes homens de armas que lutaram na defesa das minas. Nem bem havia chegado à adolescência, já havia sido destacado para integrar a milícia que guardava as minas de invasores goblinóides.
No começo a ameaça eram alguns poucos goblins que buscavam alguns poucos saques. Raramente um Orc ou Bugbear apareciam na região, temerosos da fúria anão dos Cabeça de Granito.
Mas os ataques e incursões goblinóides ficaram mais intensos nos anos que antecederam a Guerra da Horda Negra. As criaturas atacavam de forma mais organizada, como se treinados ou orientados por um líder mais capaz. Os anões resistiram o quanto puderam, mas pouco a pouco foram enfraquecendo e, sem o apoio de aliados humanos e elfos, sucumbiram ante a avalanche de ataques.
Abandonaram as duas maiores minas que controlavam na região, e o jovem Goulash, que já se destacava por sua habilidade em combate, tornou-se líder da milícia que passou a guardar a última mina e a cidade do clã.
Diante da inexperiência dos guerreiros que compunham esta milícia, o clã viu-se obrigado a contratar mercenários para auxiliá-los nas defesas.
A Guerra da Horda eclodia em vários pontos de Auriis e a mina restante dos Cabeça de Granito era desejada pelos Ossos Lascados, um clã de Orcs apoiados por Cíclopes e Drows.
Antes um clã de artesãos, os Cabeça de Granito agora eram um clã guerreiro.
Goulash viu as horas de Orcs e Goblins comandadas por Drows e sua perversidade arrasando a fronteira entre Malii e Korzus. Viu os Gigantes e sua massiva destruição das aldeias e vilas humanas na região. Cercados, os Cabeça de Granito caíram. Lutaram como puderam. Resistiram o quanto puderam, mas um por um, soldado por soldado, caíram. Tornaram-se escravos. As mulheres, meretrizes.
Goulash e alguns mercenários guiaram os mais jovens do clã, sobreviventes, para o Reino de Iggspur, o mais poderoso reino de Auriis. Depois voltaram para Malii, como guerrilheiros, fustigando as forças da Horda.
Goulash viveu assim por alguns anos. Mas a Traição dos Tieflings derrubou a resistência Malii. Traídos, os sobreviventes novamente recuaram e se abrigaram definitivamente em Iggspur, juntando-se ao único exército que parecia poder enfrentar as forças Drows.

terça-feira, 12 de julho de 2011

KHAOS REPORT #025

Castelo Rivenroar
Os problemas para seguir a trilha deixada pelos Garras Vermelhas quase fizeram com que os heróis os perdessem.
Mas, no final, com um pouco mais de sorte, Paella e Mâsh conseguiram achar novamente os rastros e seguiram o grupo Hobgoblin até seu covil.
A entrada do covil é uma antiga passagem secreta para as catacumbas abaixo do Castelo Rivenroar. Hoje, quase meio século após o abandono do local pela família do antigo regente, os Garras Vermelhas tomaram o lugar.
Uma escada de alvenaria dá acesso à câmara inicial. Dois hobgoblins empunhando mangual estão de prontidão no centro da câmara escura. Braseiros flanqueiam a porta dupla na parede norte, que é guardada por outros dois goblins empunhando bestas.
Ao perceberem a presença dos heróis, os inimigos tomam posição e combatem ferozmente os invasores. Um encantamento torna os braseiros armas também. Eles movem-se verticalmente ao longo da sala, lançando bolas de fogo quando uma criatura fica na linha horizontal entre eles.
Os heróis avançam pouco a pouco pelas catacumbas, hoje lar dos Garras Vermelhas. Enfrentam goblins, hobgoblins, dragonetes e outras criaturas.
A primeira prisioneira de Brindol que encontram é Mirtala, considerada como curandeira e bruxa, no seu sentido mais maléfico, pelos moradores de Brindol.
É nestas catacumbas que os heróis sofrem sua primeira baixa.
Tudo começa quando o grupo entra em um salão que é iluminado por um portal brilhante. A luz azulada, bruxuleante, é ao mesmo tempo bela e intrigante, pois mostra imagens cintilantes de um castelo sinistro no meio de um pântano.
Gilkan fica em frente ao portal tentando decifrar o que seria aquela imagem. Após alguns segundos diante do portal, uma criatura lodosa desliza através da imagem e rola para dentro do salão, atacando os heróis.
Embora a criatura seja desconhecida para os heróis, eles não têm problema e repelir seus ataques e feri-la com potentes golpes de machado e espadas, bem como as magias de Gilkan. Mas a coisa fica séria quando surgem, de forma inesperada, dois Espectros atacando Horven. A maré de azar aumenta quando descobrem que a aquela criatura lodosa divide-se em duas. Vivas. Perigosas e com ataques independentes.
Horven é acossado pelas criaturas fantasmagóricas, enquanto Northolt procura auxiliá-lo. Mirtala, a prisioneira libertada pelo grupo, procura um lugar mais distante e seguro.
Mâsh e Paella dão fim a uma das geleias ocres e, enquanto Gilkan cuida da restante, vão ajudar Horven que demonstra estar muito debilitado pelos ferimentos sofridos na luta contra os Espectros.
Tudo é muito rápido e não há muito tempo para recuperação. Northolt percebe que seus golpes são inúteis contra aquele ser vindo de outro plano e Horven, antes que possa ser auxiliado definitivamente por seus amigos, cai sem vida após um dos Espectros ter-lhe arrancado a alma com um de seus poderes inumanos. O anão cai sem respirar, com os olhos vítreos e cinzas, tendo sido apagada a chama anã de sua vitalidade.
Os heróis vencem à duras penas os inimigos e deixam rapidamente a sala, para evitar que novs inimigos surjam pelo portal, mas não conseguem salvar Horven.
O paladino, que havia deixado seu lar com a esperança de manter o nome de sua família entre os feitos heroicos de seu clã, teve uma curta vida de aventuras. Morreu longe de casa, em uma missão secreta proposta pelo “Rei Humano”, como dizem os anões, sem que o nome de sua família seja mencionado pelos menestréis da Guerra, pois, para eles nunca houve um feito heroico de Horven Coração de Ferro.

Esta é a sina daqueles que perecem em missões secretas.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

KHAOS REPORT #024

O combate contra a criatura selvagem foi aterrorizante para os heróis. Horven, diante do iminente perigo, saltou da carroça para tentar ajudar Paella. Mas, devido ao piso irregular e pedregoso, perdeu o equilíbrio e foi ao chão.
O Eladrin viu-se em sérios apuros quando a enorme criatura desferiu poderosos golpes com suas garras pontiagudas, rasgando suas vestes e lacerando sua carne. Gilkan, o bruxo, disparava suas rajadas místicas tentando ferir o animal, mas não conseguia causar grandes danos, pois se preocupava com seus amigos.
O Eladrin tenta se afastar da criatura, para atacá-la de uma distância segura, mas o animal atinge-o diversas vezes com suas garras, impedindo qualquer tentativa do Lâmina Prateada.
Horven, enfim, consegue chegar no combate e é contra golpeado pelo Urso, que usando seus poderes, causa um grande dano no anão que cai inconsciente.
Muito ferido, Paella já pensa que seus dias estão chegando ao fim, incapaz de impedir aquela fúria selvagem. Gilkan atinge o monstro com seus poderes místicos, mas o inimigo parece não sentir os ferimentos causados.
Neste momento de desespero, quando tudo parecia perdido, eis que por detrás da carroça do grupo surge um cavaleiro empunhando sua lança e, a galope com seu corcel de guerra, parte na direção do urso.
No entanto, por um acaso do destino, ou pela irregularidade do terreno, o cavalo prende a pata e um buraco e cai com o cavaleiro. Na queda, o bravo guerreiro quebra o pescoço e fica imobilizado bem diante do animal furioso. Não há escapatória! Com fúria mortal, o urso atinge-o bem no rosto com sua mordida brutal. Paella, que estava próximo, consegue ouvir os ossos do crânio do cavaleiro se partirem enquanto sangue espirra da bocarra do animal.
Embora tenha sido uma situação caótica e inesperada, foi o suficiente para uma reação rápida de Gilkan e Paella. Com a iniciativa do contra-ataque, conseguem ferir gravemente o urso, que foge para seu covil levando o corpo do cavaleiro morto.
O salvador dos heróis morreu sem o reconhecimento e sem que ao menos soubessem o seu nome. No cavalo, que estava mortalmente ferido após a queda, encontraram apenas comida e o escudo com um brasão (não identificado).
Fizeram um pequeno memorial para aquele que, sem os conhecer, deu sua vida para salvá-los. O “herói anônimo”, como foi nomeado por Horven em suas orações.
Então, após recuperarem sua vitalidade e poderes, retomam o caminho em busca do covil dos "Garras Vermelhas da Perdição".

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fotos das Sessões de jogo!

Anotações importantes... ou não!

Se acha nessa zona, mané!

Muvuca!!!

domingo, 19 de junho de 2011

KHAOS REPORT #023


Vale Elsir
 Com a captura de Sertanian, os heróis ficam sem rumo. Podem ir embora e deixar os moradores de Brindol se virarem com o resgate do velho Castelão e dos outros seqüestrados. Mas nesse caso, o que diriam quando perguntados sobre os resultados do encontro com o velho? Será que ele concluiu o que tinha para fazer após receber a velha mochila de couro? Será que os dispensaria para retornarem à Iggspur?
Ou podem ajudar os moradores a resgatar seus entes queridos.
Embora guiador por motivos menos nobres, decidem resgatar Sertanian. O objetivo único, nesse momento, era esse.
Partem naquela noite mesmo em perseguição aos seguidores de Sinruth e seus prisioneiros. No início, ainda próximo à cidade, a trilha é facilmente encontrada por Paella. Mesmo durante a noite. Quando vêem que a trilha sai da estrada principal, indo para nordeste, negociam com um fazendeiro local a aquisição de uma carroça, cavalos e suprimentos para viagem.
Viajam durante quase toda a noite mas não parecem se aproximar dos Hobgoblins. Cansados, optam por dormir o restante da madrugada e continuarem de manhã.
A viagem foi muito complicada e cheia de perigos. Paella, por duas vezes equivocou-se na interpretação do caminho a tomar, e os heróis perderam muitas horas retornando até encontrar novamente a trilha certa. O Eladrin percebeu que suas habilidades eram mais confiáveis quando em florestas, onde a passagem de um grande grupo como aquele que perseguiam ficava mais evidente na vegetação. Ali, naquele campo quase estéril que margeava um pântano negro, a trilha era facilmente perdida no solo quase arenoso.
E foi em uma dessas perdidas que enfrentaram o maior perigo até então. Horven sentia-se incomodado e estranho. Pressentia que algo não estava certo e então ordenou que o grupo parasse.

“Há algo estranho por aqui. Sinto como se estivéssemos sendo observados.” – ele olha cuidadosamente a área ao redor mas não identifica nada. Então completa para o Eladrin que estava ao seu lado na carroça: “Paella, vá mais à frente e veja se o caminho está liberado. Geralmente essa sensação de incômodo salvou a pele de meus antepassados”.

Paella saca sua espada e avança pelo terreno até cerca de 12 metros à frente do restante da comitiva. O grupo passava por uma série de aclives e declives num penhasco de mais de 30 metros de altura. E foi de um dos declives à frente, por detrás de uma rocha que protegia seu lar dos olhos de viajantes, que surgiu uma criatura enorme e intimidante diante do Eladrin. O urso atroz abria sua bocarra repleta de dentes ameaçadores e colocava-se na posição de ataque pronto para ceifar a vida do jovem Paella.

sábado, 18 de junho de 2011

Algumas fotos dos heróis em ação!

O pau tá quebrando na estalagem!

Paella pedindo para morrer!

Gilkan fica perto de Horven... seu escudo!

O intrépido Paella enfrentando a morte certa?!?!?

KHAOS REPORT #022


Brindol!
 Gilkan é o primeiro a pensar se o Castelão estaria bem após o ataque. Avisa aos demais e seguem para o Grande Salão das Honras, passando por casas destruídas, outras incendiadas e muitos moradores feridos ou mortos. A população ajuda a si própria da melhor maneira, enquanto os milicianos perseguem os seguidores de Sinruth que se escondem dentro da cidade. No caminho para o Salão, os heróis percebem que a área dos nobres não foi atingida pelo ataque. Há muitos soldados espalhados ao redor da muralha interna, como se concentrasse seus esforços em proteger aquela área. Isso deixa Gilkan revoltado, pois se lembra de sue velho mestre e a vez que os Dragões Prateados fizeram de tudo para salvar os necessitados de Zanthar.

Mas deixa seus devaneios quando vê parte do Salão e da Cathedral destruídas. Os acólitos e ajudantes dos clérigos ajudam no socorro dos feridos. Dentre eles, Horven vê o seu guia e escriba de Sertanian. Descobre que o velho Castelão foi levado pelo bando de Sinrtuh e que também levaram alguns tesouros das guerras passadas. Tesouros estes que a cidade ostentava com orgulho no museu.
Cientes de que precisam trazer o Castelão de volta, afinal a missão deles ainda não havia terminado, decidem não perder tempo e partem atrás do Hobgoblins e seus prisioneiros na mesma noite.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

KHAOS REPORT #021 (Sessão dia 15.01.11)

Paella e o Ogro irado!
A confusão na rua em frente a Hospedaria é imensa. Moradores correm desesperados pelas ruas buscando um lugar para se refugiar. Explosões são ouvidas ecoando pelas ruas. Chamas iluminam o céu já cheio de estrelas ao cair da noite. Da direita os heróis vêem um grupo de milicianos subindo a rua. Olhando para esquerda, alguns metros à frente, vêem alguns hobgoblins atacando a população indefesa. Horven sente uma ira emergir de seu espírito e parte naquela direção. Mas é surpreendido por uma explosão logo à sua frente quando um hobgoblin lança uma tocha de betume no caminho. As chamas instantaneamente queimam o anão, que é puxado por Gilkan que o seguia.
Paella utiliza sua capacidade de teleporte para atravessar as chamas e entrar na viela de onde veio o ataque, mas surpreende-se quando aparece diante de um Ogro empunhando uma grande espada larga. Mâsh se recupera da queda do segundo andar da estalagem e parte na direção dos inimigos.
Segue-se um combate encarniçado. Os hobgoblins atacam à distância com seus arcos e flechas de cima de uma carroça atravessada na estreita passagem. E à frente deles, impedindo que os heróis os alcancem, o imenso Ogro brande sua arma. O Elladrin mais uma vez tenta se teleportar, mas falha e desequilibra-se de cima da carroça, caindo estatelado do outro lado. Gilkan usa suas magias e derruba um dos Hobgoblins enquanto Mâsh e Horven conseguem derrotar o Ogro. A luta termina quando Paella, recuperado da queda e já em combate ferrenho contra o último inimigo, consegue desferir o golpe fatal.
Voltando para a rua principal, os heróis percebem que os inimigos estão se retirando. Os milicianos finalmente conseguem deter o avanço inimigo e iniciam um contra-ataque. Mas a “Mão” havia, mais uma vez, demonstrado que Brindol não era segura como o Conselho da cidade queria fazer parecer. A Guerra ainda estava longe de acabar e Korzus ainda teria que lutar por muito tempo para finalmente ficar livre da Horda e seus asseclas.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

KHAOS REPORT #020 (Sessão dia 15.01.0211)

Imagens da sessão do dia 15.01.11!
Dois dias se passam. Nada de informações vindas de Sertanian.
Embora tenham aproveitado o tempo para conhecer um pouco mais da cidade, cultura e geografia da região, os heróis começaram a ficar impacientes, pois tinham planos que estavam sendo adiados.
No final da tarde, reunidos no salão principal da Corvo Suplicante, estavam decididos a ir atrás de Sertanian no dia seguinte. Já era hora de serem liberados de seu compromisso!
Mas a calma do local foi quebrada repentinamente, quando a porta da entrada voa de suas dobradiças para aterrissar entre as mesas mais próximas. Antes que conseguissem entender ao certo o que acontecia, quatro (4) hobgoblins irrompem pela abertura, com espadas brandindo à frente do corpo e atingindo os fregueses mais próximos, que não tiveram tempo de reagir.
Os monstros emitem gritos de guerra de suas bocarras dentuças e fétidas:

“Por Sinruth! Pela Mão!”

Antes que pudessem se tornar alvos dos monstros, os heróis reagem e preparam-se para o combate. Mesmo com toda a algazarra no local, é possível ouvir os gritos da população do lado de fora da Estalagem. Estava claro que um ataque ocorria!
Quando os hobgoblins deixaram o espaço da porta, goblins também entraram no salão, sedentos de sangue. Um deles arremessa uma tocha de betume nas garrafas de bebidas atrás do bar. Um incêndio tem início. Os fregueses, desesperados, tentam fugir do local e vão se tornando presas fáceis para os seguidores de Sinruth, que regozijam a cada morte.
Mâsh, que estava desarmado, resolve buscar seu machado no segundo andar da Estalagem. Escapou por pouco de outra tocha de betume atirada por um dos goblins. Paella avança com sua espada e ataca um dos hobgoblins que se aproximava dele. Gilkan lança suas magias e Horven também entre em combate corpo-a-corpo com um hobgoblin. Seu esmaga-crânios em movimento de pêndulo tentando atingir o inimigo.
A luta estende-se por alguns minutos, até que finalmente os heróis derrotam os hobgoblins. Os goblins sobreviventes fogem pela porta. As madeiras do salão estalam e crepitam com as labaredas. Uma densa fumaça começa a tomar o lugar, obrigando todos a saírem. Impedido de voltar pelas escadas, tomada pelo fogo, Mâsh decide pular da janela do seu quarto para a rua, onde uma multidão corre de um lado para outro procurando abrigo do ataque da Mão.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

KHAOS REPORT #019 (Sessão dia 15.01.2011)

Visão de Brindol à noite.


O velho Castelão senta-se na sua cadeira de trabalho, atrás de uma grande mesa de madeira ocupada por dezenas de manuscritos, papiros, livros e outros utensílios úteis a um historiador. Percebendo o desconforto de Horven com a presença do seu guia na sala, que está trabalhando em uma mesa próxima à porta, Sertanian avisa-o.

“Ah, não se preocupe com ele. Ele está muito concentrado no que está fazendo rapaz. Ele é meu escriba de confiança. Está, neste momento, traduzindo textos deixados pelos antigos Auriianos, quando a escrita e a língua dessas terras era muito diferente do que temos atualmente. Este é apenas o segundo exemplar que está sendo feito. O que concluímos dez anos atrás encontra-se na Biblioteca Real de Ilíadas, na capital de Iggspur. Medidas de segurança por causa da Guerra.”

Oferece assento ao anão e pergunta: “então, em que posso ajuda-lo?”

Horven explica a missão confiada a ele e seus amigos pelo Rei Ilíadas e depois entrega a velha e surrada algibeira de couro ao Castelão. Ele abre um largo sorriso e demonstra um grande alívio quando pega esta nas mãos.

“Você nos trás excelentes notícias, meu jovem! Realmente, excelentes notícias! Já começava a pensar que Ilíadas não iria cumprir com sua promessa. E lhe digo, rapaz, seria a primeira vez que isso iria acontecer. Mas muito bem, já que chegamos aqui, devemos continuar e agora devo ficar a sós. Tenho que fazer o que tem que ser feito. Fique na cidade até que eu o contacte rapaz. Encontrarão boa hospedagem, comida e bebida na Hospedaria do Corvo Suplicante. Tristan irá levá-los até lá e dirá para Andraki que vocês são meus convidados e que a estadia será por minha conta. Ouça bem, rapaz, a estadia! E outro aviso: Andraki é um homem nobre e mantém aquela taverna em alto nível, com a presença de muitos aristocratas. Então, procurem não criar problemas e sejam o mais polido possível. Garanto que não irão se arrepender de estarem lá!”

Horven argumenta que não podem ficar na cidade e que têm outra missão a cumprir. Mas Sertanian é intransigente e diz que ainda necessitará dos serviços deles para, enfim, terminarem a missão que lhes cabe. Enfatiza que fiquem na cidade e que não causem problemas na estalagem. Depois acena para o escriba e lhe dá orientações. Ao terminar, dirige-se novamente a Horven:

“Podem ir com Tristan. E não se esqueça de ficar na cidade até eu contactá-lo. Podem conhecê-la e explorá-la a vontade, não precisam ficar o tempo todo na hospedaria Se não estiverem lá, quando eu precisar, deixarei uma recado com Andraki. Talvez tenham que levar uma resposta para o Rei Ilíadas antes que as nevascas cheguem. Agora vão, deixem-me trabalhar, pois o tempo clama por uma resposta rápida! Vão.”

Na saída da Cathedral, Horven encontra com seus companheiros e explica-lhes a conversa com Sertanian. Depois vão até a hospedaria do Corvo Suplicante e têm uma boa noite de descanso em camas confortáveis após muitos dias dormindo ao relento.

terça-feira, 26 de abril de 2011

KHAOS REPORT #018 (Sessão de 15.01.2011)

Sertanian, o Castelão

Após alguns minutos de espera, o acólito volta e diz que Sertanian receberá apenas um dos heróis. Eles reúnem-se e decidem deixar Horven a cargo da conversa. Enquanto isso, os demais irão resolver outros assuntos particulares.
Gilkan circula pela cidade para conhecê-la. Mâsh percorre o mercado da cidade procurando por armas e informações sobre Cirith Hill. Northolt fica no Grande Salão conhecendo um pouco mais sobre a história militar de Brindol.
Horven segue o seu guia pelos corredores sinuosos no interior da Cathedral. Por um momento chegou a pensar que seu guia queria desorienta-lo, pois alternava passos rápidos e curtos, sempre sem olhar para trás. Vez ou outra apenas murmurava de forma quase inaudível: “por favor, por aqui!” e virava bruscamente em um corredor transversal ao principal.
Subiram e desceram vários lances de escadas até que chegaram em uma porta de madeira em um corredor. Ali havia um banco de madeira encostado na parede onde foi orientado a aguardar enquanto iria anunciar sua presença ao Castelão. No tempo que ficou ali, Horven observou que havia alcovas floridas ao longo do corredor adiante, com aberturas no teto por onde entrava os raios solares e uma brisa fria, lembrando que em alguns dias o inverno chegaria e com ele as nevascas. O pensamento que lhe veio à mente foi inevitável: “Pelo menos chegamos a tempo!”.
A porta de madeira abre-se e aparece um senhor muito cordial e simpático que cumprimenta o anão efusivamente. Ele veste um robe de couro surrado, cheio de remendos em cores diferentes. Seus cabelos brancos, que relutam em ficarem no lugar, concentram-se nas laterais da cabeça, deixando uma lustrosa careca que reflete intensamente a luz das tochas e lamparinas que iluminam a sala daquele homem. Em um dos olhos há um monóculo, preso ao robe por uma corrente e um pregador. Mesmo com as costas um pouco curvadas pela idade, o homem é alto, dando a ideia de ter tido uma boa estatura quando jovem.
Os dois entram na sala e Sertanian fecha a porta novamente.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

KHAOS REPORT #017 (Sessão dia 15.01.2011)

Ainda a quilômetros de distância da cidade, já é possível ver as fazendas que a cercam, com seus campos frutíferos e pastos para o gado. A muralha que cerca a cidade assoma-se imponente em direção ao céu. A estrada serpenteia por entre colinas e planícies, levando os viajantes direto para o portão sul da cidade. Mas antes que se aproximem a menos de 2 km dos portões, ainda nos limites das fazendas, uma comitiva de 12 cavaleiros aproxima-se a galope pela estrada, parando a poucos metros dos heróis. Montam deslumbrantes corcéis negros, treinados para a guerra. Todos os cavaleiros usam cota de malha e sobre ela uma túnica branca onde , no peito, está pintado o símbolo da cidade (um escudo triangular sobre um sol nascente). Os escudos estão presos em suportes especiais nas selas de montaria e as espadas largas em suas bainhas, prontas para serem sacadas ao menor sinal de perigo. Após uma apresentação formal, os heróis podem seguir até a cidade, avisados de que não causem problemas. Os soldados indicam a Hospedaria de Avandrian como bom lugar para pernoitarem e, se quiserem diversão, devem procurar pela Taverna Crânio Rachado.

As ruas dentro das muralhas formam um grande labirinto e uma miríade de odores, cores e pessoas. Há mercadores, camponeses, saltimbancos, soldados, crianças, mendigos, aristocratas, acólitos de várias religiões e várias raças coexistem quase pacificamente. Todos cientes de que se encontram em uma área ainda bastante ameaçada pela Horda Negra, principalmente por um de seus braços armados: Os Garras Vermelhas de Sinruth.
Decidem procurar por Sertanian antes de descansarem. Seguem à Catedral de Pelor, a mais imponente construção em Brindol. Torres se erguem a mais de 15 metros de altura, sustentadas por intrincadas malhas de colunas e abóbadas. A Catedral é a demonstração clara da religião dominante na cidade. Ligada a ela por uma passarela de vidro com afrescos muito belos, está uma construção menor, mas não menos bela, que os moradores chamam de O Salão das Grandes Honrarias. Passando pelos jardins floridos que circundam as construções, chegam a uma bela porta de bronze. Alta, de folha dupla com adornos em ouro, está aberta e é guardada por dois Leões de Brindol (seria a guarda metropolitana da cidade). O Salão funciona como um grande museu, dividido em várias pequenas câmaras expositivas onde estão cerâmicas, armaduras, tapeçarias comemorativas e outros artefatos que fazem parte da história de glórias do povo da região.
Há guias e auxiliares que cuidam dos artefatos e orientam os visitantes. Gilkan conversa com um deles para tentar falar com Sertanian. Por mais que insistisse, o rapaz não cedeu e disse que o Castelão estava muito ocupado e que não poderia atendê-los.
Horven, entendendo o problema que estava se criando, interferiu e conseguiu, mesmo que sutilmente, convencer o jovem assistente da urgência daquele encontro e que o Castelão estava esperando por eles. E que, se houvesse algum atraso por causa da negativa do rapaz, Sertanian certamente o puniria.
Foi o suficiente para que o jovem fosse ver com seu superior se poderia deixá-los entrar.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

KHAOS REPORT #016 (Interlúdio: PBEM)

Enquanto recolhem seus pertences e preparam-se para o trecho final da viagem à Brindol, Paella aproxima-se de Mâsh, que está pensativo olhando para o norte.

"Ei bárbaro, ouvi o que o Volo disse sobre sua busca. Só quero dizer que eu vou contigo atrás do seu companheiro para resgatá-lo.” – Mâsh olha sobresaltado com essa determinação do seu novo amigo, que continua – “Minhas habilidades poderão ser úteis na busca e na infiltração! Além disso, vou adorar conhecer a região norte de Auriis! Parece-me um ótimo local para evoluir nossas habilidades e experiência em campo. Se precisar, minhas lâminas também estão a sua disposição para fazer esses orcs se redimirem, ou exorcizar o mal que habita o coração deles."

Mâsh estende sua mão e ambos se cumprimentam.

"Obrigado ranger! O pequeno é, na verdade, meu filho.” – o Goliath fica com os olhos marejados e faz uma pausa enquanto controla sua dor e emoção. Depois continua sua explicação. “Ele foi capturado pelos orcs num devastador ataque a minha aldeia. Todos os outros morrera m no ataque!” – mais uma vez o bárbaro faz uma pausa, tomado pela emoção. “Inclusive a mãe dele. Eu fui ferido e cai desacordado então devem ter achado que eu tava morto e me deixaram lá. Quando acordei, não vi nem sinal do meu moleque. Como os outros tavam mortos, e não vi o corpo do meu filho, acho que está vivo ainda e agora busco por ele. Será muito bom ter a ajuda de você, Paella! Cirith Hil, pelo que o bardo disse, parece um lugar difícil...” – e deixa no ar essas palavras, incompletas, mas que revelam todo o temor que passa por sua mente quando pensa em como deve ser esse local.

Paella, entusiasmado, dá uns tapas no braço de Mâsh e fala mais alto do que esperava:

"ÓTIMO VAMOS PARA CIRITH HILL!!” – mas em seguida lembra-se que ainda está em uma missão. “É, bem, assim que concluirmos a entrega em Brindol!!"

Depois, com um sorriso iluminado pelo sol nascente que revela toda a beleza da raça feérica de Paella, ele volta à sua mochila para terminar de arrumá-la. Enquanto isso, chama pelo bardo que já está roncando.
O bardo, para ver se o Eladrin para de lhe encher, responde rápida e sucintamente.

“Sempre para o norte criatura! Sempre para o norte! Agora me deixe descansar!”

Sabendo que não tirará mais respostas do viajante, o Lâmina de Corellon segura em sua mão o simbolo de sua divindade e ora: "Meu protetor e preservador da minha vida, me guie e deixe eu perceber o melhor caminho para ajudar o bárbaro na busca por seu pequeno filho. Peço perdão por não perseguir aqueles que atacaram a floresta da lua, mas eu prometo que vou encontra-los e colocar um fim nos seus planos".
Depois que todos estão prontos começam a descida da montanha. Embora mais fácil do que a subida, o anão ainda encontra dificuldades e não deixa de resmungar. Ao longo da descida, os heróis comentam sobre os planos a seguirem após entregarem a mochila para Sertanian. Em tom amargo, o anão responde:

“Pessoalmente espero não ficarmos muito tempo em Brindol! Odeio essas questões diplomáticas e toda essa burocracia dos humanos. A guerra tá comendo solta e eles ficam enviando mensagens secretas? Montem o exército e ataquem logo!”

Um pequeno silêncio entre os viajantes, pensando sobre a solução simplista do anão, que continua em seu raciocínio.

“Uma vez estive no Conclave Anão onde fiquei observando Anciões murmurarem por horas, sem chegar a um consenso. Horas! Os orcs atacando e eles discutindo se entrariam ou não na guerra? É o fim! Por isso, da minha parte, proponho entregarmos a mochila e partirmos o mais rápido de lá em direção a tal mina de Ciriht Hill. Salvamos o pequeno Goliath e de quebra arrebentamos uns crânios de Orcs!” – finalmente o anão soltou uma gargalhada e melhorou o humor com as visões de um futuro promissor contra os odiados orcs.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

KHAOS REPORT #015 (Interlúdio --> PBEM)

Paella, muito desconfiado – e porque não, frustrado por ter sido pego desprevenido – aumenta o tom de voz, procurando assim acordar seus companheiros:


“Aproxime-se mais da luz da fogueira estranho! Nós somos aventureiros e em breve vamos partir” – ele teve o pensamento rápido e não mencionou a missão em nome do Rei Ilíadas – “Se realmente vem em paz, fique a vontade e aproveite o fogo que ainda resta. Este grupo não fará qualquer mal a quem vem em paz!"

O Lâmina Prateada, agora com todos os seus instintos à flor da pele para defender-se de qualquer ataque, fica atento aos movimentos do homem e se apresenta.

"Eu sou Paella! Qual o seu nome? O que fazes sozinho neste local tão perigoso e a essa hora da noite?" – Paella está desconfiado de que aquele homem não esteja sozinho.

Antes que o estranho pudesse se apresentar formalmente, os demais despertam de seus sonos. Mâsh e Northolt prontamente põe-se em posição de defesa, com armas em punho. Não falam nada, apenas observam a cena.
Horven, cansado, apenas funga e resmunga algo ininteligível e vira-se novamente para continuar dormindo, sem perceber o que se passa ao seu redor.
Gilkan desperta com a mente envolta em sonhos, senta-se tentando entender o que acontecia no acampamento. A fadiga dos últimos dias de viagem em que pouco se dormiram, tornava difícil para o bruxo ter um reflexo mais apurado.

“O que houve? Quem é este forasteiro?”

O homem tira seu chapéu em um movimento sincronizado com sua reverência no momento em que se apresenta com movimentos graciosos de malabarismos e trejeitos circenses.

“Senhores! É com imenso prazer... para vocês, logicamente, que conhecem Marco Volo! Historiador, arqueólogo, mestre em heráldica, arcanismo e filosofia. Viajante, explorador de antigas ruínas lendárias. Museólogo e colecionador de artefatos e relíquias que fariam inveja para qualquer príncipe, Rei ou Rainha. Bardo, mestre na poesia e na música que encantam nobres multidões em toda Auriis. Ao dispor de Vossas senhorias!”

O longo monólogo introdutivo é encerrado com um último movimento sincronizado, devolvendo o chapéu à cabeça de Volo, quando ele novamente encontra-se em pé, ereto, com um sorriso branco que se destaca na barba negra que cobre boa parte de seu rosto.
Mâsh não fica muito impressionado com aquela demonstração de agilidade e malabarismo. Principalmente, por ter sido interrompido seu sono.
Demonstra, no tom de voz, certa irritação quando dirige-se a Volo:

“Homenzinho! Para com as palavras bunitas e diz logo que ‘cê qué?”

Volo não tem tempo para responder ao bárbaro, pois Gilkan, já bem mais atento e acordado, lembra-se:

“Sim, claro! O velho Rasshak já falou sobre ele, pessoal! Marco Volo é conhecido dos Dragões Prateados de Zanthar. Dizem que é um grande historiador e que sabe muito das histórias e intrigas que correm pelos reinos.” – brada Gilkan.

“Oh! Oh! Então minha fama me precede, senhores! Lisonjeado com suas palavras, ó Ser demoníaco... sem ofensas!” – fala o bardo com uma reverência para Gilkan.

O Tiefling ficou desconcertado com aquelas palavras proferidas por Volo. Pensou ter sentido um toque de sarcasmo e discriminação. Mas não teve tempo de retrucar, pois a avalanche de eventos era ininterrupta, como todos querendo, mesmo que tumultuada e atabalhoadamente, falar com o estranho.

“Pelo que posso ver, meu caro bardo, você é um viajante contumaz e deve estar repleto de histórias para contar. Chegue perto da fogueira e nos conte uma história de suas viagens e, quem sabe, do desenrolar da Guerra que escraviza os povos de Auriis?” – Northolt, já com sua espada embainhada novamente, aproxima-se e toma lugar ao redor da fogueira.

Paella, ainda desconfiado, permanece mais afastado e com os sentidos aguçados, tentando antecipar qualquer tentativa de uma emboscada.
Volo saca de seus bandolim, que estava preso às suas costas e se senta, sem cerimônia, ao redor da fogueira.

“Obrigado, nobres anfitriões! É com prazer que lhes contarei uma história, nova ou velha, feliz ou triste. Mas um ditado do reino de Malii é muito sábio em seus dizeres: “a barriga vazia e a garganta seca, são o deserto da sabedoria e das tradições orais dos antepassados”!

E abre um sorriso, com um olhar malicioso, tentando perceber se aquelas mentes haviam captado a sua intenção antes de iniciar qualquer declamação ou diálogo mais prolongado.
Tendo certeza de que o bardo está sozinho e de que não há perigo de uma emboscada, Paella relaxa um pouco e pega uma mochila que encheu com comida e bebida no posto avançado dos Garras Vermelhas:


“Pegue Volo! Coma e beba. Recarregue suas energias para poder nos contar suas histórias” – o Eladrin entrega ao bardo um cantil com vinho e pedaços de presunto defumado, frutas e pão.

Volo pega os alimentos com alegria.

“Ah, senhores, quanta gentileza! Uhnmm... parece muito apetitosa esta comida!” – ele cheira o presunto defumado e estala a boca em satisfação. “Então, aventureiros, eu já me apresentei mas ainda, tirando um ou outro, não conheço-os!” – ele dá uma mordida no presunto e aguarda a apresentação dos heróis.”

GIlkan, muito empolgado com a presença de um bardo tão famoso, levanta-se rapidamente e apresenta-se:


“Sou Gilkan Krafters. Filho de Stefany Forun e Ghildan Krafters. Cidadãos de Zanthar, a Fortaleza. Sou pupilo de Rasshak Slazz, Chanceler Paladino dos Dragões Prateados!”

Volo faz um leve aceno com a cabeça e um sorriso no rosto barbado, indicando que a apresentação foi suficiente.
O próximo a se apresentar foi o Eladrin, que mexia no fogo.

“Sou Paella, filho de Wullgor e Helenna. Vim da Floresta da Lua. Doutrinado pelos Lâminas Prateadas de Alhanna, devoto de Corellon. Vou por fim nos líderes das criaturas bestiais que invadiram minha cidade e trouxeram o caos ao equilíbrio na vida dos Eladrins.”

Volo, que acabara de dar um belo gole no odre de vinho, enxuga a boca com a manga de sua túnica enquanto balança o odre à sua frente em cumprimento ao jovem Paella.

“Bel... belas palavras meu jovem! Sim, MORTE AOS INFIÉIS! HAHAHAH! Adoro falar isso! Engraçado não acham?” – o bardo gargalha sozinho, já que os demais não chegaram a entender o motivo daquelas palavras.

O bárbaro, vendo que o círculo de apresentações continuava com ele, levantou-se empunhando seu machado e em posição de combate diz:

“Mâsh do Clã dos Corvos Seculares...”

O bárbaro olha para os ouvintes, que o observam curiosos, como se esperassem o complemento daquela frase. Mas ele sente que não precisa falar mais nada, já sabem seu nome e de seu clã. É o suficiente.
Northolt e Horven apresentam-se também e então Volo, mastigando ainda um pedaço de pão, pergunta:

“Então, Vós, que compartilhas o calor desta fogueira e o sabor desses alimentos com este humilde viajante, tem algum interesse específico na milenar história de Auriis ou de Iggspur? Há tanto a ser contado, que não há como eu poder escolher por mim mesmo.”

E assim aguarda que indiquem sobre o que querem ouvir.

“O senhor conhece o Chanceler Rasshak, dos Dragões Prateados de Zanthar?” – pergunta Gilkan, com saudades de seu mentor e pensando que talvez o bardo tenha notícias mais recentes sobre Zanthar e seu amigo, pois há mais de 5 meses não sabe sobre ele.

“Ah sim, jovem Tiefling, conheço sim o velho Rasshak. Um grande homem, pode-se dizer! Mas há alguns anos não tenho tido a oportunidade de compartilhar com ele momentos de descontração, fumando aquele cachimbo com ele no banco de sua casa que dá para ver boa parte da cidade de Zanthar.” – Volo responde.

Gilkan sente o coração apertado, pois suas lembranças ainda são bem recentes destes momentos em que no final da tarde ele reunia-se com Rasshak nesse velho banco e conversavam sobre os acontecimentos diários e os aprendizados do iniciante nas artes de feitiçaria. O jovem bruxo quase podia sentir o aroma das flores que espalhavam-se pelo jardim da bela residência do Chanceler. E também o cheiro inconfundível do fumo utilizado pelo draconiano, vindo diretamente dos reinos Draconianos. Eram momentos muito tranqüilos e que serviam para recarregar a energia física e mental.
Mas são tempos que ficaram para trás e o presente parece muito mais sombrio longe de casa e em uma viagem por caminhos infestados de inimigos.
Vendo que seu amigo não questionaria mais nada, Paella está curioso por informações sobre os inimigos que enfrentaram nas cavernas no dia anterior.

“Bardo, o que você sabe sobe os Garras Vermelhas? Nós tivemos alguns problemas com alguns deles no dia anterior!”

Volo faz uma careta como se buscasse as lembranças no fundo de sua mente e, depois de tomar um gole de vinho para fazer o pão e o queijo descerem garganta abaixo, fala:

“Bem, há cerca de 50 anos atrás, existia uma grande horda de Hobgoblins, Orcs e Goblins que assolava a região Norte de Iggspur e sul de Korzus. Eles chamavam-se As Garras Vermelhas da Destruição, ou do Destino, como diziam em Brindol. À época, os governantes dos dois reinos não tinham coragem, ou não queriam agir sozinhos, para enfrentar esta grande horda. Até que os Garras atacaram a cidade de Brindol com grande número de suas forças. Foi uma batalha épica. Os defensores da cidade resistiram ao sítio por mais de 15 dias. Mas tudo estaria perdido ao final da terceira semana se não houvesse a ajuda dos exércitos de Iggspur. Mas resumindo, no final os Garras foram expulsos e perderam seus principais comandantes, o que fez com que os clãs que formavam a grande horda se dissipassem na região. Os anos se passaram e então novamente se ouve falar na horda. Parece que o Hobgoblin de nome Sinruth se auto intitulou como comandante dos Garras Vermelhas, reunindo novamente membros para esta horda. Mas, para mim, sinceramente, esses atuais “garras” são uma pequena sombra da poderosa força militar que devastou a região como uma foice. Atualmente são um bando de goblinóides que ataca povoados desguarnecidos, aproveitando-se da grande guerra organizada e empreendida pelos Drows e Illithids. Quando as tropas de Sinruth vêem-se frente a frente com destacamentos militares de Korzus ou de Iggspur, eles fogem com o rabo entre as pernas e choramingando.” – ele toma mais um gole de vinho e continua. “Mas, aqui dou uma informação exclusiva para vocês. Embora estejam muito aquém do poder que já tiveram, parece que esse Sinruth tem, digamos, estrela! Seu carisma e determinação, dizem os rumores que ouvi, chamaram a atenção dos antigos membros dos antigos Garras Vermelhas da Destruição, e estão novamente se organizando para tentarem restabelecer o antigo poder que tinham. Além disso, Sinruth tem conseguido aliar-se com outros seres mais perigosos e que pode causar problemas num futuro próximo. Logo agora, que Korzus está conseguindo virar a mesa na Guerra contra as hordas dos Drows.”

Todos ficam em silêncio após as palavras do bardo, refletindo sobre aquelas novidades que não esperavam serem tão sérias.
Mas Paella ainda quer mais informações não demora muito para novos questionamentos, espreguiçando-se quando os primeiros raios de sol iluminam os topos brancos de neve das montanhas a oeste.

“Sr. Volo, com todo seu conhecimento, talvez já tenha ouvido falar sobre Morgoth, Xanaro´th e Loraxxsa, não é? Poderias me contar algo sobre eles?”

“Ah meu jovem, para que saber sobre eles? É melhor que não saiba! Tudo que souberes sobre eles, trará apenas dor, sofrimento e desesperança ao seu jovem coração iluminado pelas belezas da Cidade Brilhante dos Eladrins!” – fala Volo, tentando desviar do assunto.

Mas Paella não quer saber de rodeios ou desvios, e insiste.

“Por favor, senhor Volo, eu quero saber! Meses atrás esses nomes foram ditos por criaturas vis que atacaram a Cidade Brilhante, na Floresta da Lua. Vou perseguir esses infiéis e exorcizar o mal que existe na crença deles!”

“Calma lá, jovem senhorio! A vingança não é algo saudável para o seu ser! Ela é dolorosa e corrompe a pureza e a bondade dos seres, meu amigo. Não pense em vingança, por favor! Mas já que queres saber, darei apenas algumas informações. A bruxa Loraxxsa é, talvez, a mais poderosa matriarca dos Drows. Sua casa atualmente rege a cidade de Mezoberranzan e outras cidades dos elfos negros. Além disso, tem como guarda pessoal cerca de 10 lacaios demoníacos que lhe servem cegamente, todos sob o julgo do poder arcano da velha bruxa. Acredit, Eladrin, você não quer ficar frente a frente com esta mulher! Sobre Xanaro´th, posso lhe dizer que é um poderoso Beholder Morto-Vivo. Se você sabe o que é um Beholder, já o temeria só por isso. Mas ele tornou-se pior após sua morte e ter sido trazido à vida. Vejam, companheiros, não digo aqui que ele seja um mero zumbi! Ele foi trazido à vida por Loraxxsa! Ou seja, ele deve ter grande poder nessa sua morte-vida, é o que eu penso! Ele pode não estar nas Cordilheiras do Trovão, seu antigo lar, mas com certeza seu covil ainda existe e deve estar mais protegido que outrora. Já o tal Morgoth, há o velho Morgoth! O anão aqui – ele dá um cutucão com o cotovelo em Horven que está sentado ao seu lado – sabe que não se deve mexer com aquele cabeça-de-polvo! Bem, quem tem juízo, pelo menos, sabe disso! Digamos que, para os cabeças-de-polvo, Morgoth é a versão masculina de Loraxxsa. Logicamente que ele não é tão poderosos quanto aquela Matriarca, mas ele é o grande líder dos Ilithids e principal responsável pela aliança entre eles e os Drows. Bom, os anos são espertos em temerem Morgoth, e vocês, crianças, deveriam fazer o mesmo!” – ele conclui com um sorriso sincero na face.

“UAAAHHHHH... puxa, já tá tarde! HEHEHEHE! Acho que vou tirar uma soneca e partirei assim que for meio-dia. Se me derem licença...” – Volo prepara um canto para dormir e não espera autorização dos seus anfitriões.

Mâsh, ancioso, ainda tem algo a perguntar ao visitante e aproxima-se dele quando já deitado, e pergunta meio sem jeito:

“Cê sabe o que os orcs fazem com quem eles pegam? Fazem de escravo? Pra onde eles levam? Um jovem Goliath foi pego e estou em busca dele...”

Volo cobrindo-se com um pequeno cobertor, lança um olhar de pesar ao jovem interpelante:

“Olha meu rapaz, os Orcs são criaturas horríveis e podem dar variados destinos àqueles que são capturados. Podem fazê-los de refeição. De sacrifício aos seus deuses cruéis. De escravos para suas minas. De moeda de troca com outras criaturas tão cruéis quanto eles. Então, não quero tirar suas esperanças, talvez você não encontre esse jovem que você busca”. Vendo o terror estampado nos olhos de Mâsh após suas palavras, Volo diz.

“Veja, meu jovem, não sou de ficar dando esperanças para ninguém mas, veja, MAS... TALVEZ, se os orcs estiverem realmente precisado, talvez tenham-no levado para as Minas de Cirith Hill. Ela fica na fronteira norte de Korzus, nas bordas da Muralha de Gelo. Uma região inóspita, habitada por todo tipo de monstros. Se ele estiver vivo, e de posse dos orcs, talvez você o encontre lá. Mas ouça bem minhas palavras Goliath, e desculpe minha sinceridade, se você continuar essa busca, precisará de amigos poderosos e de muita sorte, pois aquela é considerada, por muitos exploradores, como a região mais perigosa de Auriis. E não digo só pelos monstros que lá habitam! Bem, se me der licença preciso descansar, pois tenho muita estrada pela frente.”

Mâsh fica arrasado com aquelas informações, mas seu coração ainda clama pela busca e ele não desistirá tão fácil. Ele encontrará uma forma de chegar lá e de descobrir se o jovem que busca ainda está vivo.
Os heróis percebem que a manhã chegou e que talvez seja hora de partir. Ainda há milhas a percorrer até chegarem a Brindol.