domingo, 19 de junho de 2011

KHAOS REPORT #023


Vale Elsir
 Com a captura de Sertanian, os heróis ficam sem rumo. Podem ir embora e deixar os moradores de Brindol se virarem com o resgate do velho Castelão e dos outros seqüestrados. Mas nesse caso, o que diriam quando perguntados sobre os resultados do encontro com o velho? Será que ele concluiu o que tinha para fazer após receber a velha mochila de couro? Será que os dispensaria para retornarem à Iggspur?
Ou podem ajudar os moradores a resgatar seus entes queridos.
Embora guiador por motivos menos nobres, decidem resgatar Sertanian. O objetivo único, nesse momento, era esse.
Partem naquela noite mesmo em perseguição aos seguidores de Sinruth e seus prisioneiros. No início, ainda próximo à cidade, a trilha é facilmente encontrada por Paella. Mesmo durante a noite. Quando vêem que a trilha sai da estrada principal, indo para nordeste, negociam com um fazendeiro local a aquisição de uma carroça, cavalos e suprimentos para viagem.
Viajam durante quase toda a noite mas não parecem se aproximar dos Hobgoblins. Cansados, optam por dormir o restante da madrugada e continuarem de manhã.
A viagem foi muito complicada e cheia de perigos. Paella, por duas vezes equivocou-se na interpretação do caminho a tomar, e os heróis perderam muitas horas retornando até encontrar novamente a trilha certa. O Eladrin percebeu que suas habilidades eram mais confiáveis quando em florestas, onde a passagem de um grande grupo como aquele que perseguiam ficava mais evidente na vegetação. Ali, naquele campo quase estéril que margeava um pântano negro, a trilha era facilmente perdida no solo quase arenoso.
E foi em uma dessas perdidas que enfrentaram o maior perigo até então. Horven sentia-se incomodado e estranho. Pressentia que algo não estava certo e então ordenou que o grupo parasse.

“Há algo estranho por aqui. Sinto como se estivéssemos sendo observados.” – ele olha cuidadosamente a área ao redor mas não identifica nada. Então completa para o Eladrin que estava ao seu lado na carroça: “Paella, vá mais à frente e veja se o caminho está liberado. Geralmente essa sensação de incômodo salvou a pele de meus antepassados”.

Paella saca sua espada e avança pelo terreno até cerca de 12 metros à frente do restante da comitiva. O grupo passava por uma série de aclives e declives num penhasco de mais de 30 metros de altura. E foi de um dos declives à frente, por detrás de uma rocha que protegia seu lar dos olhos de viajantes, que surgiu uma criatura enorme e intimidante diante do Eladrin. O urso atroz abria sua bocarra repleta de dentes ameaçadores e colocava-se na posição de ataque pronto para ceifar a vida do jovem Paella.

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