quarta-feira, 20 de abril de 2011

KHAOS REPORT #017 (Sessão dia 15.01.2011)

Ainda a quilômetros de distância da cidade, já é possível ver as fazendas que a cercam, com seus campos frutíferos e pastos para o gado. A muralha que cerca a cidade assoma-se imponente em direção ao céu. A estrada serpenteia por entre colinas e planícies, levando os viajantes direto para o portão sul da cidade. Mas antes que se aproximem a menos de 2 km dos portões, ainda nos limites das fazendas, uma comitiva de 12 cavaleiros aproxima-se a galope pela estrada, parando a poucos metros dos heróis. Montam deslumbrantes corcéis negros, treinados para a guerra. Todos os cavaleiros usam cota de malha e sobre ela uma túnica branca onde , no peito, está pintado o símbolo da cidade (um escudo triangular sobre um sol nascente). Os escudos estão presos em suportes especiais nas selas de montaria e as espadas largas em suas bainhas, prontas para serem sacadas ao menor sinal de perigo. Após uma apresentação formal, os heróis podem seguir até a cidade, avisados de que não causem problemas. Os soldados indicam a Hospedaria de Avandrian como bom lugar para pernoitarem e, se quiserem diversão, devem procurar pela Taverna Crânio Rachado.

As ruas dentro das muralhas formam um grande labirinto e uma miríade de odores, cores e pessoas. Há mercadores, camponeses, saltimbancos, soldados, crianças, mendigos, aristocratas, acólitos de várias religiões e várias raças coexistem quase pacificamente. Todos cientes de que se encontram em uma área ainda bastante ameaçada pela Horda Negra, principalmente por um de seus braços armados: Os Garras Vermelhas de Sinruth.
Decidem procurar por Sertanian antes de descansarem. Seguem à Catedral de Pelor, a mais imponente construção em Brindol. Torres se erguem a mais de 15 metros de altura, sustentadas por intrincadas malhas de colunas e abóbadas. A Catedral é a demonstração clara da religião dominante na cidade. Ligada a ela por uma passarela de vidro com afrescos muito belos, está uma construção menor, mas não menos bela, que os moradores chamam de O Salão das Grandes Honrarias. Passando pelos jardins floridos que circundam as construções, chegam a uma bela porta de bronze. Alta, de folha dupla com adornos em ouro, está aberta e é guardada por dois Leões de Brindol (seria a guarda metropolitana da cidade). O Salão funciona como um grande museu, dividido em várias pequenas câmaras expositivas onde estão cerâmicas, armaduras, tapeçarias comemorativas e outros artefatos que fazem parte da história de glórias do povo da região.
Há guias e auxiliares que cuidam dos artefatos e orientam os visitantes. Gilkan conversa com um deles para tentar falar com Sertanian. Por mais que insistisse, o rapaz não cedeu e disse que o Castelão estava muito ocupado e que não poderia atendê-los.
Horven, entendendo o problema que estava se criando, interferiu e conseguiu, mesmo que sutilmente, convencer o jovem assistente da urgência daquele encontro e que o Castelão estava esperando por eles. E que, se houvesse algum atraso por causa da negativa do rapaz, Sertanian certamente o puniria.
Foi o suficiente para que o jovem fosse ver com seu superior se poderia deixá-los entrar.

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