sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS E UM PRÓSPERO ANO NOVO...

Com muito RPG e histórias divertidas!
Nós estaremos aqui, contando os feitos de nossos bravos heróis!

Abraços!
Marco "Mané" Pereira

KHAOS REPORT #010 (Sessão dia 27.11.2010)

Momentos de tensão quando Northolt beira à morte!
Após alguns segundos, o som da porta por onde fugiram os kobolds, se fechando, alivia um pouco a tensão de Gilkan e Paella. Da posição em que estão no corredor sul, vêem Mâsh caído inconsciente. Eles chamam pelo bárbaro e após alguns momentos ele emite um gemido de dor. A consciência retornando pouco a pouco e, junto com ela, a dor dos graves ferimentos sofridos.
Horven é o próximo a responder ao chamado dos amigos. O tilintar do metal de sua armadura ecoa pelos corredores enquanto ele se levanta com dificuldade.
Mas os companheiros ficam preocupados quando Northolt não responde ao chamado. Mâsh encosta-se na parede, sentado e com a mão direita pressionando suas costelas do lado esquerdo. Ele sente muita dificuldade em respirar. Cada vez que inspira, pontadas no pulmão fazem ele gemer de dor. Com certeza há ossos quebrados. Mesmo assim, ele olha pelo corredor leste e vê a figura do meio-elfo caída.

“Ele num tá respinrando!Northolt... Northolt!” – ele chama, fazendo careta de dor quando suas costelas quebradas perfuram seu pulmão cada vez que ele enche de ar.

Mas o Senhor da Guerra não responde. Nem ao menos dá sinal de que está recobrando a consciência. Gilkan e Paella correm em sua direção. Viram o corpo de seu amigo. Os olhos do meio-elfo estão abertos e imóveis.
Antes, um brilho e uma chama característicos de sua linhagem élfica emanavam daqueles olhos castanhos amendoados. Mas agora, estavam opacos, sem brilho com uma película cinza e esfumaçada apagava a chama da vida.
Paella deita o corpo inerte de seu amigo gentilmente no chão. Incrédulo e triste.

“Ele está morto!” – parecia ter perdido as forças em seus braços quando a desesperança e a realidade cruel o atinge.

“Não! Ele ainda pode estar vivo! Vamos Paella, temos que reanimá-lo! Me ajude, vamos!” - Gilkan recusava-se a acreditar que seu companheiro havia perecido.

O bruxo tenta estancar o sangue que vertia de um corte profundo no flanco direito de Northolt. Usava alguns equipamentos de socorro que havia trazido.

“Vamos, meio-elfo, acorde! Eu sei que ainda não é o momento de sua morte! Reaja. Vocês não têm poção de cura?” – mas ninguém respondeu. Todos quietos e surumbáticos.

As vestes de Gilkan estavam embebidas do sangue de seu amigo. Paella, vendo todo o esforço do Tiefling em tentar salvar seu amigo, emociona-se e tenta ajudá-lo, apesar de acreditar que não há mais volta para o meio-elfo. Começa uma oração silenciosa para Corellon.
O tempo passa e Horven se aproxima. Ele vê a pele do meio-elfo perder a cor. A palidez morten aflige seu coração. Começa a orar também. Seus poderes de curar já haviam sido usados anteriormente e por isso rezava pela alma de seu amigo, pois acreditava que somente o desejo dos deuses é que permitiriam a volta de Northolt.
Mas então, uma tosse seguida de sangue é expelida pelo meio-elfo. Outra tosse, seguida de pequenas outras e Gilkan vê que o véu da morte desnuda os olhos de Northolt. Pouco a pouco a centelha da vida ganha força, trazendo de volta o brilho às pupilas ferinas de seu companheiro.
Horven parece não acreditar e brada alto o nome de Moradin, agradecendo-o pela graça. Mâsh e os demais gargalham alto de alegria, pois, apesar de todo o esforço empreendido por Gilkan e Paella, também acreditavam que era um esforço inútil. Mas ainda não era a hora de Northolt deixar esse plano. O destino lhe reservara outros desafios.
Apesar de cansados e feridos, os heróis se recolhem à um dormitório e barram as entradas com o que podem. Ali ficariam para comer e descansar. Naquele momento, não havia outra opção.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

(MÂSH) Exôdo (Pt Final)

Ao final daquele embate, um dos elfos aproximou-se de Brutt:

“Ficamos gratos pela ajuda de vocês! Meu nome é Círdan.”

O jovem líder dos bárbaros guardou seu machado e saudou o elfo.

“Eu sou Brutt, líder do clã dos Corvos Seculares. A gente viu que era emboscada mas não vimo ‘cês antes, senão teria avisado!”

Dos quatro elfos, um deles havia morrido. Os outros dois estavam cobrindo o corpo da elfa, quase decapitada. Um deles, chorava copiosamente.

“Nós sabíamos da emboscada dos Trolls, mas Gwanizar não suportou ver sua irmã ser violentada e torturada daquela forma. Estávamos esperando por reforços antes de atacarmos, mas a dor era demais para nossos ouvidos e espírito.”

Condoído do sofrimento daqueles elfos, lembrando-se de que seu clã também sofrera a perda de entes queridos há pouco mais de três meses, Brutt compartilha seu pesar e depois, acompanhado dos seus guerreiros, vai embora.
Enquanto retornava para o acampamento de seu clã, Mâsh não consegue tirar a imagem de dor e sofrimento que aquela elfa passara. Ficou imaginando a crueldade com que aqueles monstros tratam os inimigos e se não deveria ser assim também que eles deveriam agira naquela guerra. Não deveria haver misericórdia. Soldados, mulheres e crianças devem ser exterminados, pois só assim o futuro estaria livre daquela crueldade e insanidade.
Mas esse pensamento foi amenizado quando, chegando no acampamento, ele é recebido amorosamente por sua esposa, que exibe muito feliz a gravidez que já chega aos 6 meses. Em poucos dias, Mâsh será pai e não pode deixar de pensar: será que os Orcs têm amor pelos filhos, assim como ele terá pelo seu? Será que o extermínio que já tomava conta de seu ser, não gerará mais ódio e crueldade?
Por um tempo o Goliath não sorriu, mas logo a cantoria e os brados de vitória do clã trouxeram-lhe o sorriso e a alegria novamente.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

KHAOS REPORT #009 (Sessão dia 27.11.2010)

Inimigos e morte!
O grupo recua alguns metros e coloca-se atrás da barricada no corredor sul, destruída por Mâsh.
O bárbaro já queria partir em disparada para aquele templo e abrir caminho à força entre os inimigos. Mas o grupo conteve esse ímpeto inicial do Goliath, pois alarmados com a presença de tantos inimigos e com a possibilidade de não conseguirem invadir o templo sem que fossem alvos dos arqueiros.
Então bolam uma estratégia curiosa: Horven iria na frente do grupo, usando uma das mesas que encontraram nos dormitórios como escudo.
Assim, os artilheiros kobolds teriam mais dificuldades em acertá-los e poderiam, aos poucos, ir eliminando os inimigos.
Com a estratégia traçada, Horven pega uma mesa e avança pelo corredor oeste. Flechas e pedras são atiradas pelos Kobolds. Elas atingem a mesa e o anão sente que a idéia está funcionando, pois nenhum dos tiros o acertou.
Enquanto os demais aguardam o sinal do anão para avançarem, Gilkan e Mâsh percebem que no corredor leste há uma porta. Ao decidirem investigar, Mâsh adianta-se e posta-se de costas para ela.
Ele procura ouvir ruídos do outro lado, mas parece não haver ninguém do outro lado da porta. Ele então observa o fogo cerrado que os kobolds fazem sobre Horven, que está encolhido atrás da mesa.
Eis que sorrateiramente, sem que o bárbaro perceba a tempo de reagir, orcs abrem a porta rapidamente e atacam o bárbaro desprevinido.
Neste mesmo instante, Northolt partia na direção de Horven, para dar início ao ataque. Agachado, tentando proteger-se atrás da barreira que a mesa formava, ouvia flechas cruzarem o ar sobre sua cabeça. Paella, ainda sentindo dores dos ferimentos sofridos, correu para outro cômodo ao longe para trazer outra mesa e reforçar aquela barreira que Horven iniciou.
Gilkan, observando a partida de Northolt, não percebeu o perigo pelo qual Mâsh encontrava-se e assim não pode avisar seu companheiro quando um dos orcs desferiu um potente golpe com sua maça-estrela, atingindo o peito do bárbaro.
Mâsh perdeu o fôlego com o golpe. Apesar de sua grande compleição física, sentiu que algumas costelas trincaram com a potência do golpe inimigo. Seus olhos lacrimejaram de dor. Não conseguiu nem gritar, pois o ar de seu pulmão foi expelido com a pressão causada pelo orc.
O grupo estava cercado. Kobolds atacavam o anão Horven, e agora começavam a avançar pelo corredor. Mâsh estava lutando contra orcs e hobgoblins que vinham pela porta que ele queria defender. Northolt, percebendo o grande perigo pelo qual o bárbaro passava, decidiu ir ajudá-lo. Duas frentes de combate, era tudo que os heróis não precisavam naquele momento.
Northolt e Mâsh tentam barrar o avanço dos inimigos. Horven agora é acossado por kobolds artilheiros e guerreiros. Gilkan, vendo que Mâsh está muito ferido, tenta ajudar seus amigos. Paella, sem ainda saber do que está acontecendo, aproxima-se pelo corredor com uma mesa.
O meio-elfo, veterano de batalha, percebendo que ele e seus amigos correm grande perigo em manter esta posição, decide por recuarem para o corredor sul – de onde vieram:

“Voltem! Voltem! Horven, recue! Volte para o corredor sul! Vamos defender nossa posição lá!!!” – ele grita entre os clangor das armas se chocando.

Mas o anão tem muitos problemas para se livrar dos inimigos e não ouve a ordem dada por Northolt. Da mesma forma, Gilkan havia se aproximado demais de Mâsh e Northolt, e desta forma impediu que houvesse um recuo rápido e coordenado. A situação se complicava a cada segundo.
Horven é atingido por um dos kobolds dracoescudeiros que avançavam em ua direção. O golpe atinge seu ombro esquerdo e o braço perde a força, baixando seu escudo de ferro. Uma flecha atinge sua coxa fazendo-o ajoelhar-se de dor. Quando levanta a cabeça para olhar para frente, vê um globo de eergia negra voando em sua direção, deixando uma trilha de cristais de gelo. Quando se choca na fronte do anão, esta energia ceifa sua energia vital e derruba-o inconsciente.
Neste momento, Mâsh também é atingindo por seus inimigos. O bárbaro, mesmo com toda sua resistência e determinação, sucumbe aos sucessivos ferimentos infligidos ao seu corpo. A escuridão toma conta de sua consciência e cai pesadamente aos pés de Northolt.
Gilkan, agora ciente da possibilidade de seus amigos estarem mortos, e de ele ser o próximo, chama por Northolt para que eles recuem. O bruxo inicia o recuo, mas não é seguido pelo senhor da guerra, que superado numericamente, é atingido por um golpe poderoso de espada em sua cabeça. O zunido criado pelo choque no elmo atordoa Northolt, que em seguida é atingido por mais dois golpes e cai, primeiramente ajoelhado, com os braços pendendo sem forças ao longo do corpo, e em seguida, inconsciente, desaba com força no chão.
Paella havia acabado de chegar no local do combate quando é pego pelos braços por Gilkan e os dois recuam até atrás da antiga barricada dos kobolds. Ali era o último ponto em que poderiam se esconder dos inimigos.
Mas, inexplicavelmente, os kobolds batem em retirada pela porta de onde vieram os orcs e hobgoblins.
Os segundo passam e Gilkan e Paella aguardam ansiosos pela retomada do ataque dos kobolds. Mas isso não acontece.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

KHAOS REPORT #008 (Sessão dia 27.11.2010)

Perseguição de Paella e o Templo dos Kobolds
Horven, atingido por uma bolsa de ácido lançada por um artilheiro kobold, pára sua investida quando sente a ardência da sua pele queimando. Seu escudo e armadura apresentam pontos corroídos pelo ácido inimigo.
Gilkan, possuído por uma sede de sangue que nunca havia sentido antes, cerra seus punhos com força e fecha seus olhos enquanto todos seu corpo emana pequenos raios vermelhos que percorrem o bruxo dos pés à cabeça. Ao abrir os olhos, faíscas energéticas pulsam de suas órbitas que agora são vermelhas, como lavas infernais. O Tiefling aponta suas mãos na direção dos kobolds e quatro deles são engolidos por chamas místicas que surgem do chão. O efeito é rápido mas letal. Gilkan então volta ao seu estado normal, satisfeito pelo sucesso da magia de maldição que havia lançado. Seus poderes e habilidades aumentavam a cada nova experiência.
Com os guerreiros já derrotados, os arqueiros kobolds não vêem outra alternativa senão fugir. Mas o Lâmina prateada não tinha intenção de que isso acontecesse! Mais uma vez, usando seu poder de caminhar entre os planos, o Eladrin pôs-se na perseguição dos fugitivos, sem que os obstáculos no caminho impedissem-no.

“Não fujam criaturas! Corellon não permitirá que vocês fujam!”

Enquanto Paella perseguia os fugitivos, os demais enfrentavam um outro problema. Um dos kobolds, acuado como um rato luta com toda força e coragem que pode. Mâsh e Horven tentam derrotá-lo sem que isso causasse a sua morte. Mas o kobold não permitia ser pego como prisioneiro. Lutaria até a morte!
Gilkan viu que Paella foi atrás dos fugitivos e tentou segui-lo. Mas os corpos dos inimigos pelo chão, dificultando seu avanço, e a tenacidade daquele último kobold guerreiro em pé, acabaram fazendo com que o bruxo decidisse intervir naquele combate. E esperava que Paella soubesse o que estava fazendo.
Sem olhar para trás, os kobolds correm pelo corredor e fazem uma curva saindo do campo de visão do Eladrin que não desiste e dobra sua velocidade para alcançar os fugitivos.
Ao retornar do plano feérico, Paella esperava terminar a investida contra os inimigos num golpe de sua espada, mas as coisas não aconteceram como ele planejou.
Completado o teleporte no plano material, o Lâmina Prateada se depara em uma grande salão com uma horda de inimigos preparados para enfrentá-lo.
O aposento em que estão é uma espécie de templo. Um altar no fundo com um grande salão de orações à frente, terminando em duas estátuas de Orcs segurando estandartes com Garras Vermelhas pintadas. As paredes são ornamentadas com bandeiras pintadas com Garras e com outros símbolos do que podem ser clãs Orcs e de outros monstros.
A surpresa deixou Paella sem reação. Um dos kobolds que estava aguardando, armado com uma lança curta, dá uma estocada certeira no abdômen do Eladrin. Ao retirar a lança, um jorro de sangue flui do ferimento e mancha as vestes de Paella.
O Lâmina de Corellon vê-se perdido e empreende uma fuga desesperada. Cambaleando pelo corredor, com o ferimento em seu abdômen latejando, tenta dificultar ao máximo a mira dos artilheiros inimigos que atiram flechas em sua direção.

“Malditos kobolds! Se multiplicam como baratas! Ajudem! Seus porcos miseráveis! Me ajudem! Horven!!!” – Paella grita no corredor quando vira na direção em que estavam seus amigos, que haviam matado o kobold sem conseguir aprisioná-lo.

Ofegante, o Eladrin é auxiliado por Horven, que impõe seus poderes místicos para curar o melhor possível os ferimentos de seu amigo.

“Tem um horda de kobolds num salão no final do corredor.”

“Quantos são?” – indaga Northolt

“Guerreiros... arqueiros... não sei! Eram muitos e estavam vindo atrás de mim!” – Paella arranca uma flecha que havia atingido seu ombro. “Estou ficando muito irritado com essas criaturas! Vamos nos organizar para acabar de vez com eles! Me ouçam dessa vez!” – o Eladrin demonstra certa irritação com a falta de organização de seus companheiros.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Uma comédia que pode ser interessante

Opa!
Fugindo um pouco dos Reports de Campanha (caraca, dá trabalho hein?), o Carmelo me mandou m link de um filme que deve estreiar nos próximos meses aqui pela terra brasilis.
Tema medieval, com alguns bons atores, e bons comediantes. Será que vai dar liga?

Confiram o trailer abaixo

http://www.youtube.com/watch?v=PyI2lUcvfhg&hd=1&has_verified=1

Valeu!

KHAOS REPORT #007 (Sessão dia 27.11.2010)

O confronto com os kobolds e a barricada improvisada
A agitação entre os heróis era grande. Alguns deles bastantes feridos, procuravam estancar os sangramentos e ver a extensão dos ferimentos. Mas o inconfundível som de móveis sendo arrastados chamou a atenção de Paella. Esse som vinha do corredor para onde os Kobolds tentaram fugir.
O Lâmina de Corellon tomou a iniciativa e foi averiguar o que estava acontecendo. Ele se lança furtivamente na escuridão e, chegando no corner do corredor, ele encosta-se na parede e dá uma espiadela no caminho à frente.
Rapidamente ele percebe que uma barricada de cadeiras e mesas está sendo improvisada por outros kobolds. Mas o Eladrin havia esquecido que os inimigos enxergam bem na escuridão e uma voz de comando estridente ecoa por sobre o som da madeira sendo arrastada no chão de pedra. Antes que Paella possa ter qualquer reação, duas flechas atravessam o ar em sua direção e passam zunindo muito próximas à sua cabeça. Uma delas passou tão perto, que chegou a raspar seu capuz.
Assustado, Paella volta para junto de seus amigos pensando na sorte que teve de não ter sido atingido ante o desastre que foi sua tentativa de mover-se furtivamente.

“Pessoal! Os kobolds improvisaram uma barricada no corredor e estão esperando por nós! São guerreiros e arqueiros! Precisamos fazer uma estratégia de ataque e acabar rápido com aquelas criaturas!”

“Concordo com você Paella! Vamos fazer o...” – tentou organizar Northolt.

Mas o senhor da guerra começa a perceber que a disciplina militar dos exércitos de Iggspur não é compartilhada por aqueles seus companheiros de missão. Enquanto ele e Paella, mais treinados e regrados como força mortal de combate em equipe, tentam organizar movimentos organizados de ataque e defesa, os demais apenas agem impulsivamente e buscando abrir caminho à todo custo entre os inimigos.
Gilkan não havia esperado que o meio-elfo terminasse seu raciocínio e, alarmado pela possibilidade dos kobolds ficarem em uma posição defensiva bem segura, ele passa para um dormitório que há bem em frente ao corredor.
Em verdade, ele acompanhou Mâsh e Horven, que já haviam tomado posição para avançarem em carga para cima dos kobolds. Da posição que tomou, o bruxo poderia dar a cobertura necessária para o avanço deles. Então, subitamente, a ação tem início. Não há estratégia definida e muito menos a colaboração eficiente entre os membros da comitiva. Apenas o ataque com força e rápido, tal qual o choque do martelo em uma bigorna quando modela a lâmina de uma espada!
Paella e Northolt apenas se olham e concordam em silêncio que naquele momento não havia mais nada a ser dito. Só agir e torcer para que fossem bem sucedidos.
Horven irrompe pelo corredor e aproxima-se da barricada. O escudo posicionado à frente, protegendo o compacto corpo do anão. Na mão direita, Esmaga-Crânios gira sobre sua cabeça, criando um zumbido característico, como se fosse um cântico de guerra.
Mâsh avança logo atrás do anão. Seu machado posicionado à frente – para sorte do bárbaro, a posição favoreceu para que uma flecha endereçada ao seu pescoço foi desviada pela acha do machado. O Goliath abusa de sua força bruta e com um poderoso chute arrebenta um dos lados da frágil proteção dos kobolds. Com seu machado em movimento pendular consegue também arrebentar uma mesa que impedia o avanço de Horven. Agora os inimigos não tinham mais onde se esconder.
Neste momento, Rajadas Místicas voaram das mãos de Gilkan. Um dos kobolds foi atingido em cheio e ficou pasmado à frente do bárbaro. Um golpe preciso com o machado foi o suficiente para que Mâsh ceifasse a centelha de vida daquela pequena criatura.
Northolt observou que um kobold próximo ao bárbaro estava amedrontado. Com um comando rápido, ordenou que Mâsh o atacasse. Mas o bárbaro não foi rápido o suficiente para atender à ordem e o kobold conseguiu desviar do golpe desajeitado que foi desferido.
Paella, agora em posição próxima ao bruxo, empunha com fé seu símbolo sagrado e invoca seus poderes místicos: “CORELLON! Que eu seja o canal de seu poder ó Poderoso! Faça meus inimigos ficarem loucos!!!”
O símbolo sagrado fica envolto em uma energia rubro que é dissipada num raio que vara o corredor na direção dos kobolds arqueiros, mais atrás da formação de defesa inimiga. Embora o alvo tenha sigo atingido, a distância entre ele e Paella faz com que os efeitos daquele ataque sejam bastante diminuídos.
E assim o combate foi se desenvolvendo, com ataques e contra-ataques entre os lutadores.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

KHAOS REPORT #006 (Sessão dia 16.10.2010)

O Lâmina prateada guardava o corredor escuro da direita, para que o grupo não fosse pego desprevenido. Quando ouviu passos apressados aproximando-se na escuridão, avisou aos demais da presença de novos inimigos e logo tomou posição atrás da grande estátua de pedra na câmara inicial.
Kobolds armados e prontos para o combate surgiram no corredor. Seus guichos esganiçados e rápidos, ecoavam por todo o local. Naquele momento, apenas Paella e Gilkan estavam prontos para o combate, pois os demais completavam o saque do dormitório em que haviam sido emboscados.
Apesar dessa superioridade numérica inicial, que aumentava o ânimo daquelas pequenas criaturas dracônicas, logo o combate tendeu para os heróis. Quando Horven, com seu Esmaga-Crânios desferiu golpes potentes, os inimigos começaram a ficar temerosos pelo resultado que se avizinhava. Northolt, com seus comandos e palavras bem colocadas, inspirava seus companheiros no combate e orientava ataques quando percebia que um inimigo baixava sua guarda. Paella e sua devoção a Corellon era notável naquele caos da batalha, com seu poder místico emanando de seu ser.
Prevendo uma possível nova fuga dos inimigos, o Eladrin utilizou seu poder Feérico e, alternando sua presença no plano material e no plano etéreo, posicionou-se na retaguarda dos inimigos, cortando assim sua rota de fuga.
Pelo menos essa era sua intenção, pois, ainda atordoado pela alternância entre os planos, acabou quase permitindo que eles fugissem. No entanto, aquela surpresa foi demais para os kobolds que, vendo-se acuados, imbuíram-se de uma coragem e destemor que não são características daquela raça.
Assim, ao fim daquele combate os heróis haviam percebido que seus poderes e experiência aumentavam a cada novo inimigo. E o momento de melhorar o trabalho em equipe ainda viria, mais cedo ou mais tarde, pois agora precisavam continuar o caminho e ver aonde aqueles corredores levavam.