quarta-feira, 29 de setembro de 2010

(NORTHOLT) O CONTRA-ATAQUE DE FURIONDY - Confronto com Ullag (Pt 2)

Como era de se esperar, o choque entre as duas forçaas, de Jacques e Ullag, foi esmagadora. Enquanto os dois líderes se enfrentam, seus batedores sem hesitação entram em um combate feroz e violento.
Um Orc prende a atenção de Northolt empurrando-o para fora do cerco criado por Ullag. Ícarus é atacado violentamente com uma maça-estrela, quase não dando chance de se esquivar.
Ullag esquiva-se do golpe de espada desferido por Jacques, e apara com seu enorme braço o tranco de escudo que o guerreiro de Furiondy tentava desferir. O Orc, líder daquele cerco, gargalhava guturalmente enquanto contra-atacava o soldado inimigo.
Porém, isso já não estava mais no campo de visão de Northolt. Deste momento em diante, Northolt perde completamente o seu senso de direção e não consegue mais enxergar Icarus nem seu líder, Jacques.
Um, dois, três potentes golpes desferidos pelo Orc, foram aparados pelo escudo do meio-elfo. Seu braço ficava mais dormente a cada golpe aparado. O metal do escudo dobrava-se e rasgava-se ante a fúria do inimigo. Com Vigor, Northolt tenta se recuperar e contra atacar com sua espada. No entanto, esse Orc era mais forte do que podia esperar.
Por duas vezes Northolt contra-atacou com sua espada. Mas os golpes foram pouco eficazes, pois não conseguiram perfurar a cota de malha inimiga.
O Orc então segurou a beirada do escudo do meio-elfo e tentou arrancá-lo de seu braço. Northolt conseguiu travar o escudo antes que deslizasse pelo seu antebraço, mas ao custo de um ombro deslocado. O Orc, frustrado, com um encontrão firme e muito bem aplicado jogou o meio-elfo ao chão.
Northolt aproveitou a situação e rolou dois metros a mais, para distanciar-se do inimigo. O ombro doía e seu braço estava sem forças para erguer o escudo. O inimigo babava e urrava satisfeito com o que via. Avançou inexorável na direção do soldado de Furiondy caído.
Northolt bate com o ombro no chão violentamente, na esperança de conseguir colocar o ombro no lugar novamente. Gritou de dor quando a primeira tentativa foi frustrada. Levantou o olhar para ver a distância em que estava o inimigo. Só conseguiu ver o pé gigantesco aproximando-se do rosto.
O Orc desferiu um chute que atingiu em cheio o rosto do meio-elfo, fazendo-o rolar de lado. Northolt ficou tonto e cuspiu sangue e dentes enquanto tentava se levantar. Sentiu o nariz quebrado e a respiração fazia um barulho estranho, pois criava pequenas bolhas nas narinas ensangüentadas.
O Orc regozijava com aquele sofrimento do inimigo. Desferiu outro chute seguido de gargalhadas. Dessa vez pegou na lateral de Northolt, um pouco no braço e ombro.
Rolou novamente, mas dessa vez a dor não foi tão grande e, para sua sorte, o golpe do Orc fez com que seu ombro voltasse para o lugar. Northolt no limite de suas forças por causa da excruciante dor causada pelo seu ombro deslocado urra de júbilo agora, não apenas pela dor que estava sentindo.
Naquele momento, uma gargalhada muito alta chama a atenção dos combatentes. O soldado de Furiondy levanta seu olhar e vê que Ullag segura, de forma triunfante, a cabeça de Jacques pelos cabelos. Ele havia derrotado o líder do contra-ataque, e ostentava a cabeça decapitada do inimigo como se fosse um troféu.
O Orc que enfrentava Northolt distraiu-se com a cena e ovacionava seu líder. O meio-elfo, cospe mais dentes e sangue, e, aproveitando-se daquele momento, corta os dois tendões dos calcanhares do Orc que cai de joelhos urrando de dor.
O meio elfo então crava sua espada entre o pescoço e a coluna do orc. Procura por Ícarus, mas vê apenas seu corpo inerte próximo a uma tenda Orc. Seu inimigo, vitorioso, usa seu machado para decapitar o corpo sem vida daquele soldado.
Northolt, sabendo que não há mais nada a fazer ali, volta, trôpego e amedrontado, para junto dos outros guerreiros de Furiondy que, assolados pelos orcs, tentam manter a formação de defesa, porém, desordenados e perdidos.
O meio-elfo abre caminho até eles, pegando alguns orcs de surpresa e matando-os antes de juntar-se à falange de Furiondy.
Desesperado Northolt tenta sem sucesso coordenar os soldados, pois com a queda de seu líder, seus homens perderam o foco da batalha e estavam sendo massacrados.
Northolt percebe então que deve tomar uma postura diante da situação, percebe que deve liderar esse gupo, firme como Jacques liderava!

To be continued...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

(MÂSH) Exôdo (pt1)

Mâsh, no alto de uma rocha, observava apreensivo o horizonte. Lá, a quilômetros de distância, ele via a coluna de fumaça preta que principiava no local onde antes era o ar do Clã dos Corvos Seculares.
A rocha em que estava ladeava a trilha por onde mulheres, velhos, crianças e animais domésticos fugiam dos inimigos. Os guerreiros mais jovens do clã, dentre eles Mâsh, não puderam ficar e lutar com os mais velhos. Segundo Krattus, o ancião chefe dos Corvos Seculares, a segurança do clã dependerá desses jovens guerreiros. Eles devem proteger as mulheres e crianças e também garantir que os mais fortes entre as crianças, tornem-se guerreiros honrados.
Quando todos os refugiados passaram pelo jovem bárbaro, ele ainda aguardou alguns momentos, olhando para o horizonte. Ele sabia que os veteranos não lutariam até a morte. Lutariam apenas o necessário para dar tempo ao restante do clã poder fugir em segurança. E ele, esperançosamente, aguardava ver esses valorosos guerreiros saindo da mata, rindo e cantando as canções de guerra do clã.
Mas isso não ocorreu. O Goliath, com os olhos marejados, sabia que os Montes Alvos não era mais um lugar seguro para seu clã. E sabia, também, que seus amigos não retornariam. Eles morreram com bravura e empunhando uma arma. Pois, ao chegarem aos Salões Dourados de Vallor, serão recebidos por seus irmãos e inimigos, para beberem e batalharem pela eternidade!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

PODEROSOS NPC´S - O Rei e seu Conselheiro Real

Com tantos backgrounds sendo escritos e postados, os npc´s e nomes acabaram se misturando e ninguém sabe quem é quem!
Para corrigir esse problema – que pode causar muita confusão – é que decidi fazer uma relação organizada dos npc´s que apareceram até agora, e também colocar pequenos comentários sobre eles.
Começarei por dois npc´s que, podemos dizer, são os mais poderosos da campanha. Outros aparecerão nos backgrounds, na descrição do cenário e nos jogos em mesa. Mas vamos um passo de cada vez!

“Curvem-se, heróis, perante Vossa Excelência: o Rei Ilíadas!”

ILÍADAS – Rei de Iggspur
Para começar, nada melhor do que aquele que é o “patrocinador” dos heróis na campanha. Ilíadas é Rei de Iggspur, o reino composto por cidades-bastiões, e que possui o exército mais poderoso de Auriis – ao menos, da superfície!
Já chegando aos seus 40 anos, assumiu o trono com pouco mais de 18 anos, quando seu pai faleceu. Apesar de comandar um exército considerado “imbatível”, Ilíadas se sobressaiu por ser um governante que busca a diplomacia em primeiro lugar. Além disso, é considerado um rei justo e que trabalha em prol da igualdade entre os iggspurianos. Sua relação com a magia é forte e seu principal conselheiro real é um poderoso Arcano da Guerra. Ilíadas é muito astuto e supersticioso e em seus mais de 20 anos de reinado, cometeu poucos erros em seus julgamentos. Durante a Guerra das Hordas, é o homem mais poderoso e influente entre os povos livres.

ZOUANN – O braço direito do Rei Ilíadas
Por ser uma nação eminentemente militar, era de se esperar que o principal Conselheiro do Rei de Iggspur fosse um bravo comandante militar. Mas ao invés disso, o braço direito do Rei é um Arcano da Guerra de nome Zouann.
O mago já era um dos conselheiros do pai de Ilíadas, e foi professor do jovem príncipe nas artes da escrita, história e arcanismo. Quando Ilíadas ascendeu ao trono, Zouann, de forma natural, tornou-se seu braço direito.
O mago é um “veterano”. Correm rumores de que já ultrapassou os 300 anos – apesar de aparentar a casa dos 70 anos -, e que sua longevidade é resultado de um pacto demoníaco. Mas na verdade, nada se sabe sobre a origem desta figura misteriosa e que pouco aparece em público.
Mas é inegável a influência que exerce sobre o Rei e, felizmente, esta sempre favoreceu o crescimento do reino.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Filhos de pais jogadores de RPG...

Vez ou outra, quando nos reunimos para conversar e jogar RPG, surgem lembranças de campanhas antigas e de momentos marcantes em nossos jogos e eventos. Invariavelmente, também criamos previsões para o futuro quando, já com família formada, os filhos iniciam os primeiros passos nesse jogo maravilhoso que é o Role playing Game.
Alguns dias atrás, nosso amigo Edu viu uma foto e lembrou-se dessas previsões, principalmente de quando vier o herdeiro da “Era do Caos”.
Assim, me enviou a foto e me estraguei de rir!
Agora compartilho a mesma com vocês.Vejam se não é uma boa previsão... :)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Campanha "A Era do Caos" – Uma miscelânea cultural!

Para aqueles que se perguntam em qual cenário de D&D se passa a campanha, quero facilitar a conclusão que chegarão: não há um cenário específico!
Ao longo desses vários e vários anos jogando RPG, já joguei – e mestrei – em todos os cenários possíveis.
Passei por Dragonlance, Forgotten Realms, Dark Sun, Titan, Terra-Média, Ravenloft, Greyhawk, Reinos de Ferro e outros.
Esta campanha que narramos aqui – eu e os jogadores – é uma miscelânea de vários cenários de D&D. Cidades, personagens do Mestre, ruínas, monstros e passagens históricas serão pinçadas de cada cenário disponível, e até mesmo de antigas aventuras do nosso grupo, para se criar o “fundo de pano” da campanha.
Como todo bom jogador de RPG, também temos como fonte de inspiração (idéias) filmes, músicas, livros e games!
O que interessa é que a campanha seja divertida para todos: Mestre, jogadores e leitores do blog!
Foi apenas uma explicação para aqueles que chegaram agora e não estão entendendo direito essa salada de posts que existem no blog... heehehe!

Até a próxima!
Marco “Mestre do Caos” Pereira

(NORTHOLT) O CONTRA-ATAQUE DE FURIONDY - Confronto com Ullag (Pt 1)

Northolt estava em pé bem ao lado de Jacques. Ele nunca tinha ouvido antes um guerreiro bradar ordens com tanto vigor e confiança como Jacques fazia. Não parecia que um simples humano pudesse controlar um exército daquela forma. Todos que lutavam ao seu lado estavam empenhados em seguir suas ordens, como o mesmo vigor que as mesmas eram dadas. Como se fossem seus braços, um simples comando movia uma coluna inteira de soldados.Uma simples palavra ou toque no ombro fazia um guerreiro já caído levantar e ficar com mais sede de sangue. Northolt estava pasmo com tal habilidade.
O choque entre os dois grupamentos foi violento. A formação ponta-de-flecha que Jacques formou conseguiu empurrar a parede de soldados de Ullag e abrir um buraco para que dois ou três soldados pudessem entrar!

-Atenção, Buraco aberto, deslocar colunas. Formação DIAMANTE, Formação DIAMANTE!!!

Com essa ordem os soldados das pontas se deslocaram com se fossem apenas uma coluna ate ficarem lado a lado. A formação que antes parecia uma ponta de flecha, agora se tornou um diamante, sem nenhuma entrada pela retaguarda.
Northolt não entendeu porque a formação foi alterada. Ullag estava a 5 passos na frente de Jacques. Não havia motivos para se fechar em uma posição defensiva. Ao seu redor, não havia combatentes que já não estavam engajados com alguém. A ação inteira estava acontecendo a sua frente.

- OS WORGS!!

Northolt se lembra dos Worgs. Olha para todos os lados e não os encontra. Um Orc que estava bem a sua frente tenta estocá-lo com uma lança. Habilmente Northolt se protege com seu escudo e o corta bem abaixo da cintura, fazendo-o cair sobre seu próprio corpo. O meio-elfo aproveita o tempo para olhar pra atrás da formação e vê o Worgs partindo em carga para surpreender pela retaguarda a formação de Jacques. No mesmo instante ouve mais uma ordem do comandante:

- Face Sul, Defesa Total.... Face norte Quebrar formação!!!

Novamente como apenas um corpo vivo, toda a barreira que estava atrás de Jacques e Northolt param de atacar e se fecham, uns encostando mais nos outros, esperando o choque dos worgs que estavam vindo em carga total. Os soldados que estavam ao lado de Northolt e Jacques saem da formação, dois de cada ponta se unem na barreira de guerreiros, os outros 6, mais Jacques e Northolt dão um passo a frente.
Northolt não sabia como, mas mesmo sobre pressão, combatendo e dando ordens, Jacques previu que os worgs poderiam o flanquear!

- Northolt e Icarus, me dêem cobertura, vou caçar Ullag.... Cuidem com a retaguarda....

Northotl e Icarus estavam respectivamente do lado direito e esquerdo do comandante. Icarus era conhecido no Forte por ser um Segundo-em-comando, punho de ferro de Jacques. Vivia ao seu lado como seu irmão de armas. Aquelas foram poucas palavras, mas suficiente para Northolt entender. Sua missão era proteger Jacques até o seu encontro com Ullag.
O choque entre os Worgs e a barreira de escudos foi violenta. Suficiente para empurrar os soldados dois passos para trás e quebrar seus braços que seguravam o escudo. Com dois soldados abatidos, um buraco foi aberto, deixando espaço para o Worgs atacarem a barreira por trás. Imediatamente os soldados quebram a formação e se viraram para seus inimigos sedentos de sangue. O Grupamento então se divide em duas frentes, uma para cada Worg. Os Worgs, rápidos e inteligentes, percebem que os guerreiros estão tentando cercá-los e iniciam um ataque frenético, sem alvo fixo, apenas atacando o que eles vêem pela frente, quase não dando chance para a elite de combatentes. Deixando muitos caídos impossibilitados de lutar. Havia corpos caídos, de anões, elfos, meio elfos, humanos e Orcs. A tríade de Jacques se movia com dificuldade, com o comandante apenas se desviando e defendendo dos ataques. Era trabalho de sua escolta abater os inimigos e dar tempo de descanso para que pudesse recuperar sua força e seu fôlego. Afinal a Maior Batalha seria dele.
Northolt observa ao seu redor, e não gosta do que esta enxergando. Muitos corpos caídos no chão são de seus companheiros. Mais do que gostaria de contar ao retorno ao forte Furiondy.
Ullag Estava lá! Há menos de dois, três passos de Jacques. Ofegante do esforço, seu corpo estava cheio de sangue. Seus olhos procuravam mais sangue para alimentar o seu machado.
Quando percebe que o inimigo está à sua frente, parado, com outros dois soldados, imediatamente chama outros de seus dois Orcs mais “notáveis” para não ficar em desvantagem.
A batalha começa! Jacques engaja com Ullag, e Northolt e Icarus pegam cada um dos outros orcs.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

GAME OF THRONES - Superprodução HBO

A HBO está trabalhando na produção de uma série de fantasia épica a ser lançada em 2011.
GAME OF THRONES é o primeiro livro de uma saga de romances do autor George R. R. Martin: A Song of Ice & Iron. Ele acaba de ser lançado no Brasil e é o homônimo do título da série (Game of Thrones).
No site oficial já existem teasers que dão idéia do que vem por aí!

Para maiores detalhes da série, acesse: http://www.hbo.com/game-of-thrones#

Abraços!
PS...: Sean Bean, um dos protagonistas da série, tem o seu personagem bem parecido com o Boromir (que interpretou no filme Senhor dos Anéis). Vale a pena conferir!

Auriis – Um continente onde reina a paz e integração entre os povos

O continente de Auriis é extremamente extenso. Os estudiosos dizem que para cruzá-lo da costa leste à oeste, se levaria de 720 a 1140 dias. De norte (partindo lá dos confins da Grande Muralha gelada) a sul, 580 dias.


Todo esse vasto território, que vai de depressões muito profundas à picos que parecem alcançar o céu, passando por planícies, pântanos, praias, desertos, florestas, gelerias, e todas as formas de climas existentes, é dividido em 32 reinos.

A maioria destes reinos tem a área rural como principal economia e centro populacional. Nestes, os centros urbanos são esparsos e não possuem um exército bem estruturado e disciplinado. Mas alguns reinos destacam-se pelas grandes cidades-fortaleza e por terem exércitos muito disciplinados e poderosos.

Embora existam essas divisões territoriais, as fronteiras físicas são raramente demarcadas, ficando apenas em contratos assinados pelos antigos reis, ou estabelecidas em pontos de referência naturais (A Cordilheira do Trovão divide o Reino de Iggspur do reino de Mallii, a nordeste).

O mesmo fenômeno ocorre no campo cultural e social, pois há uma constante miscigenação de culturas e populações, principalmente nas vilas e aldeias que ficam nas terras de fronteira dos reinos.

Há uma constante busca pela manutenção da paz e harmonia entre os povos dos reinos. E esta começou há mais de 150 anos, quando os 32 reis da época criaram o Tribuno de Auriis, uma espécie de conselho entre os reinos para deliberarem sobre desavenças e atritos nas relações entre eles.

Isto porque, até aquela época, a disputa pelas terras e riquezas, movidas pela ganância e poder, levavam os reinos a conflitos intermináveis e alianças que se desfaziam ante qualquer promessa de maior status.

Após dezenas de anos de guerras e mortes, os governantes perceberam que aquela situação tornara-se insustentável e que todos os reinos estavam pobres e desmantelados política e socialmente. À época, a expectativa de um menino chegar aos 18 anos era de 1 a cada 1.000. Muitos morreriam nas guerras, antes de completarem 15 anos, pois com 14 anos já eram recrutados pelos exércitos.

As mulheres, obrigadas a trabalhar na lavoura e escravizadas, quando o reino caía em mãos inimigas, geralmente eram estupradas e transformadas em meretrizes para o exército invasor. Os índices de natalidade caíram a quase zero.

Além dessas ameaças dos povos da superfície, como diziam os primeiros defensores do Tribuno, haviam ainda os perigos que emergiam do mundo subterrâneo, cada vez com mais freqüência, levando terror e morte àqueles que conseguiam sobreviver às agruras da superfície.

Foi diante desse quadro tenebroso e sem esperança que os reis criaram o Tribuno, e que levou Auriis à paz e harmonia reinante em todos os cantos do continente ao longo desses 150 anos.

Isto não quer dizer, é claro, que não haja conflitos e disputas em andamento. Ocorrem, é bem verdade, mas há sempre uma punição para o culpado quando esta eclode em conflito armado.

Mas o ano de 833 C.A. (Cômputo Auriianista), marca uma nova virada de página no livro da história de Auriis...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

(MÂSH) A Guerra chega aos Goliaths

O som de uma trombeta ecoando entre as montanhas despertou Mâsh. Ele abriu os olhos, mas não se mexeu na cama. Em seus braços, adormecida, sua esposa.

Novamente a trombeta soou. Dessa vez, acompanhada de outra um pouco mais distante. Em seguida passos agitados do lado de fora de sua cabana atiçam seus instintos.
Ele levanta-se e avisa sua esposa que algo estranho está acontecendo.
Do lado de fora, a névoa matinal, característica do inverno nos Montes Alvos, serpenteia por entre as cabanas da vila do Clã dos Corvos Seculares, permitindo apenas alguns lampejos de raios solares a atravessem, criando uma bela rede de feixes luminosos. Os guerreiros mais experientes do clã reúnem-se. Empunham suas armas, prontos para a batalha. Mulheres e crianças juntam os pertences das famílias e preparam as carroças para uma partida de emergência.
Mâsh segura um jovem guerreiro pelo braço quando este passava por ele:

“O que está acontecendo?”

“Os Orcs estão subindo a encosta norte Mash. Descobriram nossa vila. Krattus ordenou que crianças e mulheres sejam levadas a outro local. Os guerreiros mais velhos irão combater os orcs. Os mais novos escoltarão a fuga das mulheres e crianças até um outro local seguro.”

Mâsh deixa o jovem seguir seu caminho e retorna para o interior de sua cabana para avisar sua esposa.
Eles estão de partida!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cenário para Montagem - Da própria Wizards!

Essa notícia é bem interessante e eu li no site da REDERPG.

Terrenos selvagens montáveis para serem usados com o D&D Roleplaying Game.


Os Dungeon Tiles Master Sets foram criados para dar aos Mestres de Jogo as masmorras montáveis que eles precisam para construir seus mapas de aventuras para Dungeons & Dragons, inclusive mapas que aparecem em aventuras prontas publicadas.
Com esta caixa de mapas de terrenos customizados, os Mestres podem adicionar uma nova dimensão ao seu jogo de D&D. Fácil de montar e infinitamente expansível, este conjunto de masmorras montáveis permite aos Mestres criar as aventuras que eles desejam mestrar.
A caixa contém 10 cartelas ilustradas de face dupla, mapas de terrenos montáveis impressos em papel grosso e cortados. Elas representam lugares selvagens e elementos de terreno que os Mestres podem usar para criar encontros excitantes em ambientes ao ar livre.
Dungeon Tiles Master Set: The Wilderness será lançado em 21 de setembro e custará US$ 19,95 dólares.

(NORTHOLT) O CONTRA-ATAQUE DE FURIONDY

1 ano e 3 meses. Esse era o pensamento de Northolt no momento em que o líder deu dois tapas em seu ombro, trazendo-o novamente à realidade. Com um aceno de cabeça respondeu ao cumprimento de Jacques.
O meio-elfo empunhava sua espada e escudo, pronto para o combate. A cota de malha desgastada pelos infindáveis combates, era sua última proteção aquela noite.
O túnel em que estavam era escuro tendo como única iluminação um pequeno pingente mágico – que emitia uma fraca luz azulada – que Jacques carregava em seu pescoço.
Apesar da tensão que antecede esses momentos, Northolt estava orgulhoso de poder participar dessa missão. Olhou para os lados e viu que muitos bravos defensores de Furiondy, assim como ele, haviam aceitado voluntariamente a missão. Todos tinham a expressão séria e cansada pela longa espera. Quanto tempo estavam naquele túnel? Northolt já havia perdido a noção de tempo. Uma hora, duas haviam se passado? Não sabia dizer.
Então um anão surgiu do escuro caminho à frente. Ele estava bem armado e sua armadura reluziu a luz azulada emitida pelo pingente de Jacques.

“A passagem está aberta! Nós temos 1 hora para retornar. Quem se atrasar, ficará para trás. Os escavadores têm ordens de selar a entrada desse túnel ao final dessa hora. Estão prontos?”

A agitação e a adrenalina tomam conta daqueles guerreiros que aguardavam o momento de entrarem em ação. O anão então vira-se e guia o grupo pelo túnel. Alguns metros à frente, a lua cheia lança sua luz prateada sobre o exército de Furiondy que deixava seu esconderijo para lançar um ataque surpresa na retaguarda dos exércitos de Orcs e goblins que cercavam o Castelo.
Os anões levaram longos 4 meses para terminarem esse túnel e agora finalmente o golpe poderia ser desferido. O plano tinha um ar levemente de desespero, reconhecia Northolt. Mas alguma coisa precisaria ser feita para tentar mudar o destino dos defensores de Furiondy.
A Horda havia dividido suas forças. Um destacamento de mais de 4 mil Orcs e Goblins manteve o cerco ao Castelo, enquanto o restante dos atacantes iria aprofundar a pinça no território desprotegido de Iggspur.
Um corneta soou nas muralhas do Castelo e uma chuva de flechas sibilou no ar em direção ao acampamento Orc.
Os inimigos que estavam dormindo, acordaram meio atordoados pelo inesperado ataque. Uma segunda salva de flechas atingiu o acampamento, fazendo algumas vítimas dentro e fora das barracas.
As três catapultas do castelo lançaram seus projetéis mortais. Mas devido a pouca distância que alcançavam, praticamente o estrago que causaram foi zero.
Northolt e o grupo de voluntários avançou em direção à retaguarda do acampamento inimigo. Eram cerca de 200 guerreiros de Furiondy. Sua missão: atacar a retaguarda do acampamento e tentar matar os líderes orcs enquanto as tropas do castelo criavam uma distração no front de batalha.
Quando faltavam alguns metros para alcançarem o acampamento, aceleraram o passo quase numa corrida. Os três feiticeiros que acompanhavam o grupo então lançaram suas magias. Bolas de fogo explodiram sobre tendas, jogando labaredas de fogo que iniciaram um incêndio naquela parte do acampamento.
As sentinelas, distraídas com o que acontecia lá no front, foram pegas de surpresa pelos atacantes. Um corneteiro conseguiu desviar de um golpe que lhe decapitaria e rapidamente soou sua trombeta.
Foi um sinal curto antes que Northolt o alcançasse e lhe estripasse com sua espada longa. Mas foi tempo suficiente para que outros orcs que estavam por ali percebessem o ataque e também tocassem suas trombetas.
Jacques liderava o grupo e desferia golpes de sua espada, ceifando muitas vidas dos miseráveis orcs. Os anões também regozijavam-se com o combate e com a morte de seus inimigos milenares.
Os feiticeiros, mantendo uma distância segura, lançavam suas magias com o objetivo de causar confusão nos orcs.
Norholt avançou para uma tenda próxima e viu dois orcs saindo dela. Sem dar chance aos dois, trespassou-os com um golpe certeiro em suas gargantas. O sangue espesso jorrou sobre a armadura do meio-elfo enquanto os inimigos gorgolejavam e tentavam estancar o sangramento com as mãos. Northolt então desferiu-lhes o golpe de misericórdia.
Jacques aproximou-se de Northolt. Sua armadura de batalha manchada pelo sangue dos inimigos, assim como sua espada e escudo.

“Vamos Northolt! Temos que encontrar Ullag e matá-lo.”

Mas os dois não precisaram procurar muito.
Ullag era o comandante daquele cerco e era um orc diferente dos demais. Parecia ser mais inteligente e astuto. Além de ser maior e mais forte.
Ele surgiu em meio ao caos do ataque realizado pelo exército de Furiondy. Em uma das mãos, segurava as coleiras de dois Worgs. Na outra mão segurava um chicote de três pontas espinhosas.
Ao seu lado, uma tropa de elite dos orcs aguardava seu comando.
Jacques emite ordens para que os seus guerreiros formem uma parede de escudos em forma de ponta, para poderem atacar Ullag.
O comandante orc estala seu chicote e libera os Worgs. No mesmo instante, a tropa de elite dos orcs avança sobre os defensores de Furiondy. Seus olhos vermelhos e ameaçadores estavam dilatados ante a matança que se avizinhava. Suas presas amareladas gotejavam uma baba gosmenta enquanto urravam e agradeciam a Gruumsh a oportunidade de matarem seus inimigos.
Então o choque dos exércitos ocorreu...

Bruxa ou Demônio?

Essa é uma colaboração do nosso amigo Carmelo (ex-Buda Concilium).

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Viagem para o Reino de Korzus - Parte 2

A fronteira entre os reinos de Iggspur e Korzus é marcada por uma vasta planície de vegetação queimada .As ruínas de uma antiga fortaleza de defesa destaca-se em um platô a alguns quilômetros da estrada, onde corvos e urubus sobrevoam constantemente em busca de carniça.
A devastação nessa região é enorme, onde sabem terem sido travadas centenas de batalhas entre os exércitos Iggspurianos e da Horda. Ossadas de várias raças e os destroços de máquinas de guerra são vistas ao longo do caminho.
Após alguns quilômetros já dentro do território Korzuriano, os heróis lembram-se do conselho de não seguirem em campo aberto, principalmente, pela Estrada Sul. Assim, decidem ir por um estreito que encontram e que parece levar ao norte, paralelamente à Estrada.
Afastam-se do campo aberto e seguem por este caminho secundário e perigoso. Ele serpenteia por entre duas cadeias de montanhas. A terra é árida e avermelhada. De vez em quando, o vento forte que sopra no local levanta nuvens de poeira que dificultam a visibilidade e tornam a respiração sem uma proteção quase impossível.
O sol da manhã dá lugar a um tempo nublado, com nuvens negras aproximando-se pelo norte. O caminho torna-se mais estreito e a comitiva tem que viajar quase em fila indiana. As paredes das montanhas criam um corredor rochoso, por onde os heróis são obrigados a passar, e com o ribombar dos trovões prenunciando a chegada de uma tempestade.
Gitzvalik, que ia alguns metros a frente como batedor, pára repentinamente. Mas antes que pudesse avisar o grupo de que estavam sendo espreitados, uma aranha imensa salta por uma fenda entre as rochas e atinge Paella. O ataque é certeiro e suas presas fincam-se profundamente no Lâmina Prateada, injetando o veneno e levando-o à inconsciência.
Horven espanta-se com o tamanho do aracnídeo, que quase atinge seu tamanho.

“Por Moradin! Essa coisa é quase maior que eu!”

Ao invés de palavras, Gitzvalik transmuta-se em sua forma animal – o tigre-branco - e salta sobre a aranha.
Herewald e Gilkan tomam posição para usarem seus ataques à distância, se necessário. Mas não fosse os sentidos aguçados do ladino, Herewald teria sido atacado pelas costas por outra aranha. Quando ela preparou o salto, o jovem gatuno pulou de lado e fincou sua espada curta entre as pinças gotejantes de veneno da criatura, que guinchou agonizante.
Ao mesmo tempo, Gilkan viu que por detrás de uma rocha no caminho à frente, um emaranhado de aranhas pequenas movimentava-se em frenesi, umas sobre as outras, em busca de alimento.
Horven posicionou-se e, empunhando Esmaga-Crânios, agradeceu ao seu deus pela oportunidade de eliminar o mal que reside naquela região.
Seu golpe com o martelo atingiu dezenas das aranhas que eram do tamanho de sua rechonchuda mão, mas outras dezenas começaram a cobrir suas pernas e subir pelo seu corpo.
Gitzvalik conseguia derrotar seu inimigo. Herewald, ao contrário, apesar de desferir o primeiro golpe, tinha o lado direito de seu corpo imobilizado pelo veneno do aracnídeo que o havia atingido e agora avançava ameaçadoramente para desferir o golpe final.
Gilkan, percebeu que não havia outra alternativa a não ser utilizar seu poder infernal que tanto relutava em usar.
E assim, com um urro gutural parecido vir das entranhas dos Nove Infernos, cerrou os punhos sobre o peito e em seguida estendeu os braços com força ao lado do corpo. Uma onda de fogo azulado e quase invisível emergiu de seu corpo atingindo tudo pelo caminho. As aranhas filhotes, que haviam encoberto Horven inteiramente, queimaram instantaneamente. Hovern, bastante ferido, também atingido pelo fogo, cai inconsciente, mas vivo. A aranha que atacava Herewald fugiu bastante ferida, refugiando-se no seu covil entre as rochas. O ladino, embora ferido, não caiu inconsciente e respirou aliviado enquanto sentia o efeito do veneno da aranha passar lentamente.
Gitzvalik viu sua oponente cair morta ao ser atingida pelas chamas infernais e, com um chiado de queimado, exalou um odor fétido que fez o tigre fungar e afastar-se da criatura.
Gilkan, vendo que agora estavam a salvo, foi ajudar seus amigos inconscientes, auxiliado por Herewald e Gitzvalik.
Após se recuperarem, decidem seguir viagem e procurar um local com mais proteção para poderem acampar e se abrigar da tempestade que se aproximava.
Então, em uma passagem lateral ao caminho, vêm uma porta de madeira velha que parece ser a entrada de alguma coisa.
E é hora de decidir o que fazer...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Mâsh, o Bárbaro!

A lua brilhava intensamente no céu estrelado, iluminando o desfiladeiro abaixo. A coluna já estava bem avançada dentro do estreito caminho formado pelas montanhas.
Os olhos dos batedores procuravam possíveis inimigos escondidos nas sombras bruxuleantes das rochas.
O coração de Mâsh disparou quando pareceu que um dos batedores o havia descoberto. Ele prendeu a respiração e prensou o corpo um pouco mais contra a rocha fria. A distância entre eles era pequena. O bárbaro podia quase sentir o cheiro fétido daquele orc que atentamente vasculhava o caminho por onde seu clã passaria em instantes. Mas a habilidade dos Goliaths de esconderem-se e mesclarem-se ao seu habitat natural era quase perfeita. Aqueles poucos segundos pareciam uma eternidade para Mâsh. Quando o batedor deu um rosnado baixo e continuou o caminho, sem perceber a presença do inimigo, o bárbaro soltou sua respiração e ouviu o sinal que esperava.
A horda dos orcs, embora atenta ao cruzar o desfiladeiro, foi pega de surpresa pelos Goliaths que saíram de seus esconderijos atacando com fúria os inimigos.
A reação dos Orcs foi rápida. Mas não o suficiente. Quando conseguiram organizarem-se novamente, os Goliaths já haviam partido após o ataque relâmpago. Atrás deles, 50 Orcs jaziam no fundo do desfiladeiro e, pelo menos, outros 15 agonizavam com ferimentos profundos. Aquela era a tática dos bárbaros contra inimigos muito mais numerosos.
Mâsh reuniu-se aos seus irmãos e entoando cânticos de vitória de seus antepassados, voltou para sua aldeia onde sua mulher e filho esperavam.
Chegando à aldeia, foram festejados por seus familiares e amigos. O líder da escaramuça, Râjish, entregou um estandarte da horda Orc ao ancião líder da Tribo, que estava com outros anciãos ao redor da fogueira cerimonial.
Próximo a eles, os totens que representavam os antepassados da tribo, pareciam ter vida e faziam caretas horrendas, conforme as chamas da fogueira iluminava-os.
O estandarte inimigo, que era um trapo de pano com uma garra vermelha pintada sobre um círculo branco, foi jogado na fogueira cerimonial. Depois, cada um dos bárbaros que participou da escaramuça jogou seus troféus na chama alaranjada que crepitava na fogueira. Mâsh foi o último, depositando o escalpo de um Orc nas chamas que agora exalavam um cheiro pútrido no ar.
Um dos anciãos aproximou-se de Mâsh e, quando todos ficaram em silencio, ele falou para que todos ouvissem:

“Que os deuses e nossos antepassados orgulhem-se de seus filhos, pois hoje nós tivemos a formação de mais um de nossos guerreiros!”

Com isso, ele pega uma adaga em brasa e faz um intrincado símbolo místico no ombro esquerdo de Mâsh que, apesar da dor lancinante, não emitiu nada mais do que um leve e inaudível grunhido de dor.

“Hoje você tornou-se um Guardião dos Corvos, Mâsh. Nossos antepassados regozijam-se nesse momento. É hora de comemorarmos!”

E assim, o restante da noite é de comemoração para os Goliaths dos Montes Alvos, clã dos Corvos Seculares.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Viagem para o Reino de Korzus - Parte 1


Sem muito tempo para se conhecerem, na manhã seguinte, sob orientações de seus mestres, os heróis reúnem-se no pátio central do castelo, onde já estavam preparados os suprimentos para a viagem. E partiram, desconfiando uns dos outros, mas com a intenção, interna de cada um, de prova seu valor para o Rei e, principalmente, para aqueles que confiaram serem eles capazes de cumprir com a missão: seus mestres!

O primeiro dia de viagem não houve problemas, pois a maior parte do dia percorreram a estrada principal e passaram por fazendas e pequenas aldeias.

No dia seguinte, quando aproximavam-se da fronteira entre Iggspur e Korzus, foram abordados por patrulheiros do exército Iggspuriano. Cercados e sob a lâmina das espadas e lanças dos patrulheiros, foram submetidos a um longo interrogatório. Os heróis tentavam de todas as formas convencer seus interlocutores de que não eram inimigos e, sim, enviados do Rei para investigarem os inimigos em Korzus.

Diante dessa ousadia, o líder dos patrulheiros apenas gargalhou e relegou os heróis a reles “vermes rastejantes”, pois se o Rei quisesse que tal missão fosse cumprida, não seria um grupo de jovens imberbes e maltrapilhos o escolhido, e sim soldados experientes e aptos a enfrentar os perigos que existem no reino vizinho.

E foi nesse momento que Horven teve uma inspiração divina! Utilizando a própria incredulidade do líder patrulheiro, conseguiu convencê-lo de que era essa a intenção do Rei:

“Senhor! É exatamente essa a intenção do Rei! Se enviasse um grupo de soldados, além de desfalcar as nossas linhas defensivas, os soldados não conseguiriam cumprir a missão de investigação, sem levantar suspeitas do inimigo! Isso já foi feito antes, com os mensageiros e veja o que aconteceu: foram todos mortos, pois não retornaram para casa! Nós somos um grupo que poderá, perfeitamente, passar despercebido pelos inimigos, como se fossemos um grupo de mercenários ou de caçadores de recompensa! Afinal, um grupo de jovens maltrapilhos não representa ameaça para nenhum exército, não é mesmo?”

A discussão continuou por mais alguns momentos, mas agora a história parecia mais crível aos olhos do desconfiado patrulheiro. Até que finalmente deixou o grupo seguir. Recomendou apenas que evitassem, após a fronteira, continuar pela estrada principal. Que escolhessem outro caminho, seja lá qual seja o destino que têm.

Assim, com sorte e um pouco de diplomacia, conseguiram superar o primeiro obstáculo na viagem e puderam seguir com a missão.

Naquela noite acamparam antes de cruzar a fronteiras, quando Gilkan comenta com os demais, que aquela situação com os patrulheiros teria sido mais facilmente contornada se tivessem um documento confirmando a designação do Rei. Todos concordaram com essa observação, mas também lembraram que a posse desse documento, se capturados no reino vizinho, colocaria todos em uma situação complicada e sem poderem arranjar uma história que pudesse livrá-los de uma prisão ou até mesmo de uma execução.

E com esse pensamento sombrio, adormeceram nas bordas de Iggspur, já imaginando os perigos que viriam nos dias vindouros, quando estivessem do outro lado da fronteira.