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| Sertanian, o Castelão |
Após alguns minutos de espera, o acólito volta e diz que Sertanian receberá apenas um dos heróis. Eles reúnem-se e decidem deixar Horven a cargo da conversa. Enquanto isso, os demais irão resolver outros assuntos particulares.
Gilkan circula pela cidade para conhecê-la. Mâsh percorre o mercado da cidade procurando por armas e informações sobre Cirith Hill. Northolt fica no Grande Salão conhecendo um pouco mais sobre a história militar de Brindol.
Horven segue o seu guia pelos corredores sinuosos no interior da Cathedral. Por um momento chegou a pensar que seu guia queria desorienta-lo, pois alternava passos rápidos e curtos, sempre sem olhar para trás. Vez ou outra apenas murmurava de forma quase inaudível: “por favor, por aqui!” e virava bruscamente em um corredor transversal ao principal.
Subiram e desceram vários lances de escadas até que chegaram em uma porta de madeira em um corredor. Ali havia um banco de madeira encostado na parede onde foi orientado a aguardar enquanto iria anunciar sua presença ao Castelão. No tempo que ficou ali, Horven observou que havia alcovas floridas ao longo do corredor adiante, com aberturas no teto por onde entrava os raios solares e uma brisa fria, lembrando que em alguns dias o inverno chegaria e com ele as nevascas. O pensamento que lhe veio à mente foi inevitável: “Pelo menos chegamos a tempo!”.
A porta de madeira abre-se e aparece um senhor muito cordial e simpático que cumprimenta o anão efusivamente. Ele veste um robe de couro surrado, cheio de remendos em cores diferentes. Seus cabelos brancos, que relutam em ficarem no lugar, concentram-se nas laterais da cabeça, deixando uma lustrosa careca que reflete intensamente a luz das tochas e lamparinas que iluminam a sala daquele homem. Em um dos olhos há um monóculo, preso ao robe por uma corrente e um pregador. Mesmo com as costas um pouco curvadas pela idade, o homem é alto, dando a ideia de ter tido uma boa estatura quando jovem.
Os dois entram na sala e Sertanian fecha a porta novamente.


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