sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O jovem Tiefling Gilkan!

O pequeno Tiefling, chamado Gilkan, morava com seus pais em Zanthar onde tinham uma loja de especiarias.
Seu pai e sua mãe eram arcanos que viajavam bastante em busca de produtos para sua loja e também para ir atrás de antigas lendas e tesouros. Mas o tempo que podiam dedicar ao filho, dedicavam com todo amor.
Nessas ausências, era comum que Gilkan e os negócios da família ficassem sob os cuidados de um velho draconato, paladino da Ordem dos Dragões Prateados, chamado Rasshak.
Muitos não compreendiam essa inusitada amizade entre Tieflings e Draconato, pois a história de ambas as raças foi marcada por infindáveis guerras. Mas Rasshak, em uma ocasião, foi salvo pelos pais de Gilkan, e dessa gratidão de vida, nasceu uma amizade verdadeira, que supera qualquer herança racial.
O pequeno Gilkan tinha 13 anos quando a Guerra das Hordas de Underdark teve início.
Por ser uma cidade fronteiriça com o reino de Agramar, Zanthar logo colocou-se de prontidão, pois era sabido que na fronteira entre os dois reinos, haviam muitas cavernas que levavam ao mundo subterrâneo.
Os primeiros dias seguiram tensos, mas não houve ataques.
Rasshak passava muitas horas no templo, treinando novos membros da Ordem de Paladinos. Ele estava velho para ir à campo, se fosse necessário, mas ainda tinha muito a ensinar aos novatos sobre o manejo de armas e os dogmas de Bahamut, o amado deus dos Dragões Prateados.
Após 15 dias sem ataques, o Barão Valnir decide montar uma equipe de investigação. Essa equipe teria como missão levantar a veracidade sobre essa Guerra que rumores haviam dito existir, mas que até aquele momento nada confirmava. A mãe de Gilkan foi uma das escolhidas para essa missão.
Assim ela partiu, com outros 8 companheiros.
Três dias depois o grupo retornava. Dos que partiram, apenas um guerreiro e um clérigo retornaram, ambos muito feridos. Os demais morreram lutando contra Ogros, Trolls e Drows. Havia Guerra, então!
Gilkan chorou pela primeira vez. Não acreditava que sua mãe havia morrido. Ela sempre voltava de suas viagens, por mais difíceis que fossem. Então ele decidiu: eles estavam enganados, ela retornaria.
Ficou a noite toda daquele dia nas muralhas, olhando para a estrada que levava à cidade. Ela não apareceu.
Durante a longa noite, Rasshak, condoído pelo sofrimento do pequeno Tiefling, ficou ao seu lado. Ele compartilhava dor semelhante ao de Gilkan, pois não pôde cumprir com sua dívida de vida. Stefany havia perecido, e ele não estava perto para lhe ajudar.
Mas o draconato, ao olhar para a constelação de Bahamut, que brilhava intensamente no céu negro, prometeu que daquele dia em diante, cuidaria do pequeno Gilkan e lhe ensinaria o caminho dos justos. E o velho paladino pensou ter visto a imagem de sua querida amiga Stefany ao lado da constelação, sorrindo em aprovação.
De manhã, Rasshak levou Gilkan para casa. O pequeno Tiefling havia adormecido, após chorar a noite toda esperando pela volta de sua mãe. E isso, infelizmente, não aconteceria!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A fronteira Leste do reino de Iggspur


Zanthar! A cidade-fortaleza da Ordem dos Dragões Prateados
 A Cidade de Zanthar
Zanthar é a cidade do reino de Iggspur que fica mais próxima da fronteira leste. A menos de meio dia de viagem fica a fronteira com o reino de Agramar.

Ela formou-se no entorno de uma antiga fortaleza, no alto do Pico das Estrelas. Uma montanha solitária na planície leste do Reino, de onde as tropas podiam guardar o Desfiladeiro da Névoa.

Com o crescimento da cidade e constantes ataques de monstros, o Rei autorizou que o barão que comandava a fortaleza, ampliasse as muralhas desta, para envolver a principal parte da cidade. Essa proteção nova favoreceu a ampliação da influência da cidade no reino, pois tornou-se muito visitada por caravanas vindas do sul (com mercadorias vindas do porto Blacksand) e do reino de Agramar.

Governo e Situação Atual
Após a eclosão da guerra contra a HORDA NEGRA, Zanthar tornou-se porto seguro para todos os refugiados da região, e também daqueles vindos do reino vizinho. O natural inchamento populacional, com uma miscelânea de raças, enfraqueceu muito o comando do Barão de Zanthar.

Mas a ordem foi restabelecida quando o comando da cidade foi passado para a Ordem de Paladinos dos Dragões Prateados. Fervorosos seguidores dos dogmas de Bahamut, os paladinos estabeleceram um comando de pulso firme, baseado na justiça e na igualdade entre todos os moradores.
Suas fileiras cresceram, e hoje são os responsáveis por manter os exércitos inimigos longe da fronteira leste do reino.

A cidade, em si, pouco produz para a economia do reino. As antigas rotas comerciais ainda são policiadas e utilizadas algumas vezes. A parte mais oriental das planícies cultiváveis tornaram-se improdutivas, banhadas que foram pelo sangue de milhares de combatentes que se enfrentaram no início da Guerra.

O comércio ainda é a principal fonte de renda da cidade-fortaleza de Zanthar. Mas longe dos dias de glória que viveu.

A Traição dos Tieflings
A cidade fortaleza foi um dos principais palcos do que ficou conhecido como A Traição dos Tieflings.
Dois anos após o início da guerra, os Drows, principais líderes invasores, viram-se impotentes em capitular as defesas de Iggspur.

Todas suas tentativas esbarravam na tenacidade do povo daquele reino emblemático, principalmente, nos guerreiros humanos e draconatos que defendem até hoje a fronteira leste.

Como alternativa para tentar alquebrar as defesas Iggspurianas, os conjuradores negros de Lolth invocaram uma hoste de demônios para aterrorizar os inimigos. Dezenas dessas criaturas abissais responderam ao chamado dos invocadores, e não demorou para que iniciassem seus ataques.

Sabendo que uma grande população de Tieflings estava pela região, moradores de Iggspur ou refugiados de Agramar, os demônios utilizaram seus poderes e seduziram muitos desses Tieflings a se unirem aos Drows. Outros, resistiram e não foram seduzidos.

A partir daí, os exércitos de Zanthar passaram a ter vários revezes nos combates ao longo dos meses seguintes, sem que os comandante soubessem os motivos dessas derrotas.

Quando tudo parecia perdido, com as tropas inimigas chegando aos portões da cidade, a traição dos Tieflings foi descoberta. A população da cidade revoltou-se e realizou uma verdadeira caça às bruxas. Caçaram os Tieflings indiscriminadamente. Não importava se tinham ou não participado da traição, eram caçados e executados. Alguns afortunados, por terem defensores de sua pele, foram poupados. A população, mesmo que derrotada pelos exércitos inimigos, teria sua vingança contra aqueles que lhes traiu.

Zanthar lutou por sua sobrevivência durante longos 7 dias e 6 noites, até que os inimigos decidiram não mais lutar ali. Perceberam que era impossível quebrar as defesas da cidade naquele momento. Assim, partiram.

Zanthar sobreviveu! E a história da Traição dos Tieflings espalhou-se rapidamente pelo reino. Essa raça de antigos seres abissais passou a ser execrada e humilhada em todo o reino. Há desconfiança generalizada entre os Iggspurianos de que, em algum momento, o lado demoníaco deles poderá torná-los seus inimigos. E quando isso ocorrer, cada morador de Iggspur estará preparado com um punhal, pronto para matar um Tiefling.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Como tudo começou...

Uma guerra eclodiu no reino de Iggspur!
Uma legião de Drows emergiu das profundezas da terra liderando hordas de goblins, Orcs, hobgoblins e outras temíveis criaturas emersas dos Subterrâneos.
Com eles, destruição, morte e devastação!

Após as primeiras vitórias, uniram-se a eles Illithds, Trolls e Gigantes. Os Drows, com sua inquestionável astúcia e perícia como negociadores, ampliavam seus exércitos e atraiam cada vez mais aliados.
Os povos livres, como se autodenominavam os inimigos dos Drows, chamaram esta força invasora como A HORDA NEGRA!

As populações camponesas, oprimidas pelos invasores, correram para as grandes cidades humanas, que cercadas por enormes muralhas, serviam como locais de refúgio.
Os reis humanos pediram ajuda aos elfos, mas foram rejeitados. Os elfos não haviam sido atacados. E a discriminação sofrida nas últimas décadas marcavam as novas gerações da raça. 
Além disso, acreditavam que se não se envolvessem na guerra, suas florestas manteriam-se livres do ódio Drow, seus primos negros.

Os humanos, então, recorreram aos anões, que os tendo como principais clientes de seus minérios, aceitaram a aliança e começaram a lutar contra as hordas subterrâneas.  Então, essa frágil aliança iniciou pequenas escaramuças e algumas vitórias animavam a moral das tropas.

Mas as coisas voltaram a piorar, quando algumas traições ocorreram dentro dos próprios reinos humanos. Ambiciosos com promessas dos drows, alguns reis humanos viraram-se contra seus aliados. Tieflings, tentados com promessas de demônios escravos dos Drows, também traíram a pouca confiança que haviam conseguido ao longo dos anos.

As coisas pioravam a cada dia, e os elfos continuaram sendo imparciais, não querendo abandonar seus lares na floresta.

Os anos passaram, e a HORDA NEGRA avançou com suas tropas. Reinos foram totalmente dizimados. Raças praticamente deixaram de existir, sendo que alguns poucos refugiados chegaram ao reino de Iggspur, como gnomos e halflings.

Os anões mantiveram-se ao lado dos humanos, embora tenham perdido muitos de seus reinos sob as montanhas. Eles honravam sua aliança com os humanos, e não deixariam seus aliados lutarem sozinhos! Draconatos uniram-se aos povos livres, pois se viram jogados nesta ebulição e seus antigos lares já destruídos pelas guerras seculares contra Tieflings e contra seus próprios irmãos. Os Eladrins também uniram-se na guerra contra os Drows, pois os portais para seu plano celestial estavam ameaçados pelo avanço dos Orcs e Gnolls pelas florestas de Iggspur.
Em Korzus, reino vizinho de Iggspur, os 4 portais que os Eladrins possuíam foram destruídos e até mesmo algumas de suas belas cidades cintilantes haviam sido atacadas.

Então, após longos 10 anos de guerra constante, apenas o Reino de Iggspur mantinha-se livre do domínio das Hordas Drows. Os anões de vários outros reinos, vieram também para as minas anãs de Iggspur. Esse tornou-se o bastião de defesa de todos os povos que ainda eram livres.

Iggspur era um reino de maioria humana, que mantinha uma Ordem de Cavaleiros poderosos, guiados por juramentos que os tornava quase imbatíveis em combate. Seus magos, poderosos conjuradores, eram temidos pelos inimigos. Duas Ordens de Paladinos também engrossavam as fileiras do Reino, e estas Ordens cuidavam das fortalezas que ficavam nas fronteiras ameaçadas, que não ficavam a mais do que 2 dias de viagem da capital, Zarafir.

Durante 10 anos Iggspur resistiu.  Mas então, ficou cercada. Não havia para onde escapar.