| Castelo Rivenroar |
Mas, no final, com um pouco mais de sorte, Paella e Mâsh conseguiram achar novamente os rastros e seguiram o grupo Hobgoblin até seu covil.
A entrada do covil é uma antiga passagem secreta para as catacumbas abaixo do Castelo Rivenroar. Hoje, quase meio século após o abandono do local pela família do antigo regente, os Garras Vermelhas tomaram o lugar.
Uma escada de alvenaria dá acesso à câmara inicial. Dois hobgoblins empunhando mangual estão de prontidão no centro da câmara escura. Braseiros flanqueiam a porta dupla na parede norte, que é guardada por outros dois goblins empunhando bestas.
Ao perceberem a presença dos heróis, os inimigos tomam posição e combatem ferozmente os invasores. Um encantamento torna os braseiros armas também. Eles movem-se verticalmente ao longo da sala, lançando bolas de fogo quando uma criatura fica na linha horizontal entre eles.
Os heróis avançam pouco a pouco pelas catacumbas, hoje lar dos Garras Vermelhas. Enfrentam goblins, hobgoblins, dragonetes e outras criaturas.
A primeira prisioneira de Brindol que encontram é Mirtala, considerada como curandeira e bruxa, no seu sentido mais maléfico, pelos moradores de Brindol.
É nestas catacumbas que os heróis sofrem sua primeira baixa.
Tudo começa quando o grupo entra em um salão que é iluminado por um portal brilhante. A luz azulada, bruxuleante, é ao mesmo tempo bela e intrigante, pois mostra imagens cintilantes de um castelo sinistro no meio de um pântano.
Gilkan fica em frente ao portal tentando decifrar o que seria aquela imagem. Após alguns segundos diante do portal, uma criatura lodosa desliza através da imagem e rola para dentro do salão, atacando os heróis.
Embora a criatura seja desconhecida para os heróis, eles não têm problema e repelir seus ataques e feri-la com potentes golpes de machado e espadas, bem como as magias de Gilkan. Mas a coisa fica séria quando surgem, de forma inesperada, dois Espectros atacando Horven. A maré de azar aumenta quando descobrem que a aquela criatura lodosa divide-se em duas. Vivas. Perigosas e com ataques independentes.
Horven é acossado pelas criaturas fantasmagóricas, enquanto Northolt procura auxiliá-lo. Mirtala, a prisioneira libertada pelo grupo, procura um lugar mais distante e seguro.
Mâsh e Paella dão fim a uma das geleias ocres e, enquanto Gilkan cuida da restante, vão ajudar Horven que demonstra estar muito debilitado pelos ferimentos sofridos na luta contra os Espectros.
Tudo é muito rápido e não há muito tempo para recuperação. Northolt percebe que seus golpes são inúteis contra aquele ser vindo de outro plano e Horven, antes que possa ser auxiliado definitivamente por seus amigos, cai sem vida após um dos Espectros ter-lhe arrancado a alma com um de seus poderes inumanos. O anão cai sem respirar, com os olhos vítreos e cinzas, tendo sido apagada a chama anã de sua vitalidade.
Os heróis vencem à duras penas os inimigos e deixam rapidamente a sala, para evitar que novs inimigos surjam pelo portal, mas não conseguem salvar Horven.
O paladino, que havia deixado seu lar com a esperança de manter o nome de sua família entre os feitos heroicos de seu clã, teve uma curta vida de aventuras. Morreu longe de casa, em uma missão secreta proposta pelo “Rei Humano”, como dizem os anões, sem que o nome de sua família seja mencionado pelos menestréis da Guerra, pois, para eles nunca houve um feito heroico de Horven Coração de Ferro.
Esta é a sina daqueles que perecem em missões secretas.

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