terça-feira, 11 de janeiro de 2011

KHAOS REPORT #013 (Interlúdio --> PBEM)

Após algumas tensas horas viajando pelo desfiladeiro do Passo Amarelo, os heróis chegam à estrada que leva até Brindol. Ela serpenteia pelas planícies, colinas e bosques. As árvores, banhadas pelo entardecer, ganham um colorido que vai do amarelo ao ocre, pois o outono já encontra-se avançado e em poucos dias os primeiros flocos de neve devem surgir ao norte.
Paella, ciente do perigo em viajar durante a noite, avisa aos demais:

“Devemos procurar um lugar para acamparmos e passarmos essa noite. Até que cheguemos aquele bosque à frente – e aponta para um conjunto de árvores muito altas – a noite já estará bem avançada.”

“E o goblin que libertamos? Será que não avisará os amigos dele?” – pergunta Horven.

“Não se preocupe com ele Horven, não nos fará mal!” – responde confiante Gilkan.

“Sei dum lugar bom pra gente passá a noite! Já fiquei algumas vezes lá. É uma caverna bem escondida e de difícil acesso. Dá até pra acender fogueira que não atrairá monstro nenhum” – lembra-se Mâsh. “Vem comigo que chegamos antes da escuridão cobrir o caminho que temos que tomar!”

O grupo segue o bárbaro, pois, parece conhecer o local melhor que eles, guiando-os por uma escalada tortuosa. Horven, com suas pernas curtas, é o que tem mais dificuldades em avançar pela encosta da montanha, não raras vezes, ajudado por Mâsh e Northolt.

“Malditas montanhas! Nós, anões, gostamos de ficar sob elas e não sobre elas! Por mil demônios do Arallu, da próxima vez iremos viajar até achar um local que não seja para cima!” – reclama o paladino.

Gilkan ri desta última frase do anão, pois pela primeira vez percebe que seu companheiro não invoca o nome de sua divindade. Isso, para o bruxo, é sinal de que o anão está muito zangado com aquela escalada inesperada.
Ao final do trajeto, chegam ao local escolhido por Mâsh. Uma caverna não muito grande, mas que é bem escondida da estrada e não há passagens para dentro da montanha. O único acesso a ela é o caminho pelo qual vieram e que, na escuridão, é muito difícil de ser encontrado.
Assim, cansados, diexam-se relaxar encostados na parede da caverna, recuperando o fôlego e liberando o peso das mochilas e armas que carregam.
Após algumas horas, onde comeram comida quente e prepararam seus colchonetes para dormir, bem como definiram os turnos de vigília, os heróis estão conversando ao redor da fogueira.

“Você já foi à Brindol, Mâsh?” – pergunta Northolt.

“Não! Sei que fica a algumas milhas daqui de onde estamos, para o norte, mas não fui para lá ainda!” – responde o bárbaro.

“Bem, então nenhum de nós conhece o caminho e não sabemos o que podemos encontrar na estrada e até mesmo na cidade. Devemos tomar muito cuidado a partir de amanhã. Temos que ter um batedor no grupo, para seguir alguns metros a frente e nos avisar de qualquer perigo que venha a encontrar. O que acham?” – complementa Northolt.

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